quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Brasil é 12º destino mundial de investimentos estrangeiros

Brasília - Os investimentos estrangeiros no Brasil cresceram 5,9% em 2006, contra um aumento médio mundial de 34%. A avaliação é da Organização das Nações Unidas (ONU), que nessa terça-feira, 9, publicou um levantamento sobre o fluxo de investimentos no mundo e coloca o Brasil na 12º colocação como principal destino de investimentos no mundo.

Mas, segundo as Nações Unidas, países como Venezuela, Bolívia e Equador já vêm sofrendo o impacto direto de suas políticas e registraram uma queda de investimentos diante da falta de segurança jurídica oferecida pelos governos às empresas estrangeiras. Os economistas da ONU alertam que medidas de nacionalização como as que vem sendo anunciadas nesses países podem afetar diretamente o fluxo de investimentos para a América Latina nos próximos anos.

De acordo com o levantamento, os investimentos no mundo atingiram a marca de US$ 1,2 trilhão e 2006 registrou o terceiro ano consecutivo de crescimento dos fluxos. Em 2005, os investimentos haviam aumentado em 34%. Mesmo assim, o volume atual ainda é inferior ao recorde atingido em 2000, de US$ 1,4 trilhão. Para os economistas da ONU, o contínuo aumento reflete o crescimento da economia mundial, tanto nos países ricos como pobres. Outro fator que vem colaborando é o crescente número de países que promoveram liberalizações para atrair investimentos. Mas 2007 não deve apresentar o mesmo desempenho.

No caso brasileiro, os investimentos atingiram US$ 16 bilhões nos cálculos da ONU. Segundo a avaliação, houve uma queda de aquisições de empresas brasileiras por companhias estrangeiras. Em 2005, o valor dos investimentos havia atingido US$ 15,1 bilhões, contra US$ 18 bilhões em 2004. O volume é menos de um terço dos investimentos obtidos pela China e inferior ao da Rússia, Turquia, Cingapura e Polônia. O México é o líder latino-americano, com US$ 18,9 bilhões.

Os dados elaborados pela Conferência da ONU para o Desenvolvimento e Comércio (Unctad) não incluem os investimentos feitos em novembro e dezembro. Para o Banco Central brasileiro, o valor será maior se os últimos dois meses do ano forem contabilizados.

A ONU aponta que a valorização da moeda, diante das balanças positivas de conta corrente e do aumento dos preços de commodities, também seria um obstáculo para a atração de investimentos. Isso porque empresas que queiram investir em plantas de produção para exportar não teriam a competitividade que esperam num ambiente com uma moeda valorizada.

As informações são da Agência Estado.

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