segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Brasil tem de diminuir rigidez, diz Rato

Para Rato, isso significa reformas para aumentar a competição no sistema financeiro, reduzir a rigidez do orçamento, permitir mais abertura econômica e dotar o setor produtivo de maior capacidade para aproveitar as oportunidades.Depois de uma reunião com grandes bancos privados internacionais e presidentes de bancos centrais, em Basiléia (Suíça), Rato insistiu que não é tempo para complacência e que os governos deveriam aproveitar o atual cenário benigno internacional para fazer reformas. Na verdade, o Brasil nem esteve na agenda da elite das finanças internacionais, ontem, na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS), espécie de banco dos bancos centrais. Isso porque a economia do país é vista como positiva. Na corrida para fugir de jornalistas, no frio cortante de começo de noite, os presidentes do Deutsche Bank, do UBS e do Credit Suisse disseram que não tinham ' nem idéia ' sobre a situação específica atualmente do Brasil. O diretor-gerente do FMI falou sobre o Brasil quando foi indagado por dois jornalistas brasileiros. Foi enfático nos elogios e nos palpites. ' A economia brasileira melhorou do ponto de vista macroeconômico de maneira muito importante, ganhou ampla credibilidade nos mercados financeiros internacionais e amplo espaço de manobra para responder a choques externos ' , disse ele, elogiando especificamente as políticas da dívida e de juros. Agora, ele acha que ' no novo calendário político (o país) tem que construir sobre essa estabilidade macroeconômica para dar mais flexibilidade à economia e também ao setor publico ' . Sugere como especialmente importante ' para a agenda do Brasil nos próximos anos ' as reformas no setor financeiro, no setor de serviços e bens de maior competitividade e uma reforma fiscal para dar mais flexibilidade ao orçamento. ' O problema brasileiro não é estabilidade macroeconômica, mas certas rigidezes (na economia) ' , disse. ' Construir uma economia que possa crescer por longo período de tempo requer flexibilidades e abertura, sem dúvida. ? ? Nas discussões de ontem, participaram bancos privados como ABN, Credit Suisse, UBS, Nomura, Mitsubishi, Deutsche e gerentes de fundos internacionais. O FMI considera que os bancos centrais estão atuando de maneira adequada em relação aos riscos com a manutenção das políticas monetárias, mas insistiu na necessidade de ' manter vigilância ' sobre a inflação. As previsões para 2007 são de crescimento forte na Europa, continuação do crescimento no Japão e expansão ' muito, muito grande ' em alguns países emergentes, particularmente na Ásia - ou seja, China e India, com cerca de 9%. A previsão para o Brasil, dada em 2006, foi de 3,4%. Quanto aos EUA, ainda a locomotiva global, a avaliação do FMI é de que haverá uma ' desaceleração suave ' , o que reduz os riscos para emergentes.

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