A União Européia está preparada para um acordo comercial com o Mercosul, mas as nacionalizações feitas por Bolívia e Venezuela podem retardar os avanços, disse o chanceler holandês, Bernard Bot, durante visita a Brasília na terça-feira.
"Há uma grande disponibilidade por parte da UE para chegar a um acordo, mas percebo que, devido aos recentes fatos na América Latina, isso pode nem sempre ser fácil", afirmou.
Na semana passada, a Venezuela --membro mais novo do Mercosul-- anunciou a nacionalização da sua gigantesca indústria petrolífera. A Bolívia, que nacionalizou seu setor de energia no ano passado, busca tornar-se membro pleno do bloco.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, minimizou o impacto das recentes nacionalizações sobre as questões comerciais.
"A nacionalização é uma decisão soberana. Se isso vai afetar o Mercosul é algo que vamos descobrir na prática, não na teoria", afirmou ele após reunião com Bot.
O holandês disse simpatizar com esforços para distribuir a riqueza de forma mais igualitária, mas alertou que isso não deve assustar investidores.
A UE e o Mercosul retomaram suas negociações em novembro, diante do impasse na Rodada Doha de negociações globais. O processo vem desde 1999.
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