As exportações brasileiras de carne aumentaram 28%, para 3,92 mil milhões de dólares (3,03 mil milhões de e uros), no ano passado, face a 2005, anunciaram empresários do sector.
O resultado transformou o Brasil no maior exportador mundial do produto , ao superar a Austrália, informou a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), entidade que representa o sector.
Contribuíram para o bom desempenho, o aumento do consumo mundial e a conquista de novos mercados pelo Brasil, antes abastecidos por produtores da Argentina, Estados Unidos e da União Europeia.
O presidente da CNA, Antenor Nogueira, citado no comunicado, salientou que o aumento das exportações foi obtido apesar das dificuldades vividas pelo sector, com a recente descoberta de focos de febre aftosa em algumas regiões do Brasil.
Os focos de febre aftosa foram detectados nos Estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná, na região fronteiriça com o Paraguai, em Outubro de 2005, o que levou dezenas de países a suspenderem a compra de carne brasileira.
Com o controlo dos focos, a CNA reivindica agora da Organização Interna cional de Saúde Animal a recuperação do título de área livre de febre aftosa.
A CNA quer ainda que o Governo brasileiro crie um programa sanitário para evitar a eventual contaminação das suas manadas por focos de febre aftosa em países vizinhos, como a Bolívia.
Actualmente, o Brasil tem uma das maiores manadas mundiais, com cerca de 195 milhões de cabeças, sendo 25 milhões (12,8 por cento) no Estado de Mato Grosso do Sul, na região Centro Oeste do país.
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