sábado, 30 de dezembro de 2006

GDF manda reduzir gastos, mas desconhece economia

Dois anos depois de tentar economizar nos gastos com celulares, o Governo do Distrito Federal (GDF) ainda desconhece exatamente quanto poupou com o freio nas contas de telefone. Uma estimativa da secretária de Gestão Administrativa, Cecília Landim, informa que a redução nos gastos ficou aquém do estipulado.

Em 29 de novembro de 2004, a Secretaria de Gestão Administrativa (SGA) publicou a portaria 308. Só o então governador Joaquim Roriz (PMDB), a vice, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), os secretários e os administradores poderiam falar à vontade nos celulares. O restante dos servidores que têm direito de usar aparelhos celulares do governo teria as contas limitadas a R$ 300 no máximo. O objetivo era baixar o gasto de R$ 350 mil mensais para R$ 210 mil todo mês. Para se ter uma idéia dos gastos, o GDF pagou em dezembro daquele ano R$ R$ 2,14 milhões de conta telefônica, incluindo celular e fixo e contas atrasadas.

Mas, dois anos depois, ninguém no governo sabe quanto de fato foi economizado. A SGA foi procurada pelo CorreioWeb em março deste ano e, depois, no final de novembro. Até esta sexta-feira, o valor era desconhecido. “Eles não mandam os dados”, comentou o vice-governador eleito, Paulo Octávio (PFL), sobre a falta de informações para planejarem o novo governo. O futuro governo promete cortar custos com telefones, aluguéis e diárias de servidores para aplicar os recursos em investimentos.

A governadora Maria Abadia (PSDB) disse que até esta sexta-feira tudo estaria pronto. “Estamos fechando tudo”, afirmou ela, depois de um evento no Palácio do Buriti, no final da tarde de quinta-feira. A secretária de Gestão Adminstrativa, Cecília Landim, fez coro. Afirmou que a demora em se descobrir os dados se deve a fato de o GDF ser descentralizado.

Ontem, ela estimou que houve uma economia de 10% a 12% nos gastos com celular, pelo menos. Nesse caso, o GDF teria poupado R$ 42 mil apenas – pouco para se chegar à meta de baixar as contas para R$ 210 mil. “Economizamos também com água, luz, combustível”, comentou Landim.

Nenhum comentário: