O Governo brasileiro admite enviar tropas federais para o Rio de Janeiro para tentar controlar a onda de violência na cidade, que fez na semana passada 26 mortos.
O secretário nacional da Segurança Pública, Luiz Fernando Correa, deverá chegar esta noite ao Rio de Janeiro para se reunir com os responsáveis locais do organismo. Durante o encontro serão analisados "vários projectos, incluindo a possibilidade do envio de forças da segurança nacional para aquele estado", disse o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame.
Segundo a "Folha de São Paulo", o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendeu ontem, durante a tomada de posse do Presidente Lula da Silva, o envio imediato da Força Nacional de Segurança para aquela cidade, "como resposta a esses cobardes e como garantia de tranquilidade à população do nosso estado e aos nossos visitantes”.
Lula da Silva afirmou ontem que "a barbárie não pode ser tratada como crime comum (...). É terrorismo e tem que ser tratado com a mão forte do estado brasileiro".
A autoria dos ataques coordenados em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo é geralmente atribuída às organizações criminosas que operam a partir do interior das prisões, a mais activa das quais é o Primeiro Comando da Capital, liderado por Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como "Marcola".
De acordo com a "Folha de São Paulo", há informações de que os ataques da semana passada foram uma retaliação contra as acções de milícias formadas por polícias, ex-polícias, bombeiros e militares, que já expulsaram traficantes e ocuparam algumas favelas da cidade.
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