Por muito pouco, Brasil não atingiu 100 milhões de celulares, segundo dados preliminares da Anatel. Mesmo assim superou o Japão
Foi por muito pouco, mas se os dados preliminares da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se confirmarem, o Brasil não chegou aos 100 milhões de celulares em 2006.
Os dados indicam que havia, em dezembro, 99,9 milhões de assinantes de celulares, o que representa crescimento de 15,9% na comparação com 2005.
Com o resultado, o Brasil passa a ser o quinto país em números absolutos de celulares, ultrapassando, em 2006, o Japão, que tem uma base de 99,8 milhões de assinantes de celulares, segundo a consultoria Teleco. Os quatro primeiro são China, Estados Unidos, Rússia e Índia.
Redução de subsídios a novos celulares, busca de maior rentabilidade na base de assinantes, entrada recente da Vivo no mercado GSM e o impasse sobre a compra da Tim estão entre os fatores citados por especialistas para o Brasil não superar os 100 milhões de terminais ativos no Brasil em 2006, conforme previu a consultoria Teleco, no início de 2006.
Em dezembro, as adições líquidas registradas atingiram 2,6 milhões de novos usuários, queda de 33% sobre os 3,9 milhões de novos usuários adicionados à base no mesmo mês do ano anterior.
Segundo a consultoria Ativa Research, as estimativas apontam que os telefones móveis atingiram 53,3% da população brasileira no ano.
O número preliminar divulgado pela Anatel esteve dentro das perspectivas da consultoria - que esperava até 100 milhões de usuários em dezembro de 2006.
De acordo com a análise divulgada pela Ativa, os números reforçam a tendência de redução no ritmo de crescimento, tendo em vista o atual nível de penetração móvel registrada no país (acima de 50% da população).
Os números oficiais devem ser divulgados pela agência ainda nesta semana.
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