O Ministério da Integração Nacional e a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) vão instalar nos aeroportos quiosques para exposição e venda de produtos artesanais. O primeiro ponto de venda deve ser inaugurado em 90 dias no Aeroporto Internacional de Brasília, onde circulam, anualmente, cerca de 10 milhões de pessoas.
As comunidades tradicionais que fazem parte do Programa de Organização Produtiva de Comunidades (Produzir) terão prioridade nos quiosques. Por meio desse programa, artesãos de todo o País transformam couro de animais, sementes de plantas de florestas brasileiras, escamas de peixe, palha e pedras em jóias e assessórios.
Segundo o coordenador-geral de projetos especiais da Secretaria de Políticas Regionais do Ministério da Integração, Sérgio Pinho, as chamadas biojóias são bem aceitas pelos consumidores. Porém, a falta de acesso dos artesãos aos centros de consumo faz com que os atravessadores fiquem com todo o lucro na venda das peças.
“A idéia é que, quando você vende uma biojóia por R$ 300, boa parte desse dinheiro vá para as mãos de quem produziu a peça”, explica Pinho. De acordo com ele, os produtos serão comercializados por organizações não-governamentais de comércio justo, entidades que repassam a maior parte do lucro das vendas para seus fabricantes.
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