O Presidente George W. Bush virá ao Brasil acompanhado da secretária de Estado, Condoleezza Rice, do secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff, do secretário de Saúde, Mike Leavitt, de Thomas Shannon, subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental e da primeira-dama Laura Bush. A visita começa no dia 8 de março, em São Paulo, e a comitiva segue para o Uruguai, Colômbia, Guatemala e México, voltando para os EUA no dia 14.
“O presidente Bush está muito interessado em sua visita à região porque 2007 é o ano de compromisso com a América Latina”, disse ontem Nicholas Burns, subsecretário de Estado para Assuntos Políticos. Segundo Burns, Bush vai visitar países que o convidaram ou nações com as quais os EUA mantêm intensas relações bilaterais.
O presidente americano não incluiu a Argentina em seu roteiro. Segundo diplomatas, Bush não recebeu um convite de Néstor Kirchner, que não quer parecer muito próximo do presidente americano em ano eleitoral. “Não vamos à Argentina porque o presidente Bush já foi a Mar Del Plata, em 2005, e porque o chanceler argentino Jorge Tayana virá para Washington em uma visita de Estado”, justificou Burns.
A visita de Bush ao Brasil, segundo o subsecretário, terá como principal tema o biocombustível, além de questões que exigem um “multilateralismo” dos países do hemisfério, como crime, terrorismo, narcotráfico, meio ambiente, transporte entre os dois países, turismo e política externa.
Burns ressaltou a relação “muito próxima” que os EUA têm com o Brasil, e a relação do país com a Argentina, “que está melhorando”. Segundo o subsecretário, com o Brasil, os EUA têm um tipo de relacionamento que só é comparável à relação que os americanos mantêm com alguns poucos países, como Japão, Índia e União Européia. Burns nega que a intenção da visita de Bush à região seja conter a expansão da influência da China e do Irã na América Latina, ou neutralizar o discurso da Venezuela.
Burns voltou a alfinetar Chávez, afirmando que o governante venezuelano está se isolando por causa de sua rodada de nacionalização de empresas. “Se você olhar para os países realmente dinâmicos no mundo, como Brasil, Argentina, China e Índia, esses países não estão nacionalizando, eles estão se abrindo para o comércio e livre mercado”, disse.
“O crescimento não vem com políticas fracassadas do passado.” “Chávez está em um desacordo tão grande com o resto do mundo, que nossa preocupação é de que as vítimas serão o povo venezuelano.” Mas ele afirmou que continuam abertos a diálogo com Chávez, embora “diálogo exija duas pessoas, não dá para conversar sozinho.”
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