As fusões e aquisições no Brasil devem saltar 44 por cento este ano em relação a 2005, com destaque para as empresas nacionais. E 2007 deve repetir um forte crescimento, entre 20 e 30 por cento, afirmou nesta quarta-feira a consultoria PriceWaterHouseCoopers.
"Pode até crescer no mesmo nível de 2006 (44 por cento), mas estou prevendo um valor menor, porque o avanço deste ano foi grande e ocorreu sobre uma base fraca", afirmou Raul Beer, sócio da PricewaterhouseCoopers.
A empresa estima que tenham sido feitas neste ano 560 aquisições, compras de participações minoritárias, joint ventures, fusões, incorporações e cisões. Os dados foram colhidos até meados de dezembro e o restante do ano foi estimado.
"O movimento de 2006 só não foi maior que o de 2000 e 2001, quando houve forte influência de negócios de menor porte envolvendo a Internet", disse a PriceWaterHouseCoopers em nota.
As empresas nacionais realizaram 58 por cento das aquisições, enquanto as estrangeiras promoveram 42 por cento das compras ao longo do ano.
"A gente já teve dois extremos. Na época da privatização, as estrangeiras faziam dois terços das aquisições. Na era pré-Lula, em 2002, isso caiu pela metade. Agora a gente está em um nível mais estável de aquisições por estrangeiras", disse Beer.
Conforme a consultoria, o destaque de 2006 foi a aquisição pela Companhia Vale do Rio Doce da mineradora canadense de níquel Inco, por 14,9 bilhões de dólares.
"Por mais que você diga que o Brasil é atraente, as empresas brasileiras são dinâmicas e fazem muitas aquisições, por isso o número de operações por empresas nacionais foi maior", acrescentou o executivo.
As brasileiras realizaram 78 compras fora do Brasil --contra 39 companhias adquiridas no exterior em 2005. O real mais valorizado aumentou o poder de compra das nacionais, segundo a PriceWaterHouseCoopers.
No caso de brasileiras comprando outras dentro do país, mas de acionistas estrangeiros, a queda do risco Brasil e a melhor precificação das ações de empresas de capital aberto nas bolsas de valores foram fatores que contribuíram positivamente.
O valor médio por transação das operações em 2006 foi calculado pela PriceWaterHouseCoopers em 291 milhões de dólares, contra 108,5 milhões de dólares em 2005.
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