As empresas de tecnologia passam por um momento de consolidação no Brasil. A pioneira foi a Totvs, grupo de software de gestão formado pela união da Microsiga, Logocenter, RM Sistemas e Totvs BMI.
A fusão entre Microsiga e Logocenter foi anunciada em fevereiro de 2005. Em março deste ano abriu seu capital no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo e, no mês seguinte, comprou a RM Sistemas.
Outras empresas seguem este caminho, em outras áreas do mercado de tecnologia da informação. A Braxis se fundiu à Unitech, formando uma empresa de serviços com faturamento de R$ 170 milhões este ano. O presidente da Braxis é Jair Ribeiro, co-fundador do Banco Patrimônio. A empresa tem como meta o mercado internacional e estuda abrir o capital em um período de cerca de dois anos.
A paranaense Bematech, que atua em automação comercial, comprou três empresas este mês: Gemco, C&S e GSR7. Com as aquisições, a empresa prevê ampliar seu faturamento de R$ 170 milhões para R$ 300 milhões em 2007, quando planeja abrir seu capital.
O mercado brasileiro de software e serviços de tecnologia movimentou US$ 7,41 bilhões em 2005, segundo estudo da consultoria IDC, um avanço de 24% sobre o ano anterior. Os serviços foram a maior fatia, de US$ 4,69 bilhões, e a que mais cresceu, com 30%. Incluindo equipamentos, o mercado brasileiro de tecnologia da informação totalizou US$ 11,9 bilhões.
"A escala é fundamental para atender a grandes clientes internacionais", afirmou Jair Ribeiro, da Braxis. "Precisamos de custo competitivo para sermos uma alternativa aos indianos." O interesse de Ribeiro em tecnologia apareceu há dois anos, quando visitou a Índia. "Senti que o Brasil poderia fazer alguma coisa parecida." A Braxis surgiu em março, com a união das empresas Pimentel IT Services e a Spec IT Solutions. Com a fusão com a Unitech, de Salvador, passou a empregar cerca de 2 mil funcionários. João Francisco Mendes Neto, sócio da Unitech, se tornou vice-presidente da Braxis. Jair Ribeiro entrou na Braxis como investidor. "Podemos comprar outras empresas", apontou Ribeiro. "Mas no Brasil é complicado, devido aos riscos trabalhistas. Nem sempre está tudo regularizado."
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