Dois anos depois de tentar economizar nos gastos com celulares, o Governo do Distrito Federal (GDF) ainda desconhece exatamente quanto poupou com o freio nas contas de telefone. Uma estimativa da secretária de Gestão Administrativa, Cecília Landim, informa que a redução nos gastos ficou aquém do estipulado.
Em 29 de novembro de 2004, a Secretaria de Gestão Administrativa (SGA) publicou a portaria 308. Só o então governador Joaquim Roriz (PMDB), a vice, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), os secretários e os administradores poderiam falar à vontade nos celulares. O restante dos servidores que têm direito de usar aparelhos celulares do governo teria as contas limitadas a R$ 300 no máximo. O objetivo era baixar o gasto de R$ 350 mil mensais para R$ 210 mil todo mês. Para se ter uma idéia dos gastos, o GDF pagou em dezembro daquele ano R$ R$ 2,14 milhões de conta telefônica, incluindo celular e fixo e contas atrasadas.
Mas, dois anos depois, ninguém no governo sabe quanto de fato foi economizado. A SGA foi procurada pelo CorreioWeb em março deste ano e, depois, no final de novembro. Até esta sexta-feira, o valor era desconhecido. “Eles não mandam os dados”, comentou o vice-governador eleito, Paulo Octávio (PFL), sobre a falta de informações para planejarem o novo governo. O futuro governo promete cortar custos com telefones, aluguéis e diárias de servidores para aplicar os recursos em investimentos.
A governadora Maria Abadia (PSDB) disse que até esta sexta-feira tudo estaria pronto. “Estamos fechando tudo”, afirmou ela, depois de um evento no Palácio do Buriti, no final da tarde de quinta-feira. A secretária de Gestão Adminstrativa, Cecília Landim, fez coro. Afirmou que a demora em se descobrir os dados se deve a fato de o GDF ser descentralizado.
Ontem, ela estimou que houve uma economia de 10% a 12% nos gastos com celular, pelo menos. Nesse caso, o GDF teria poupado R$ 42 mil apenas – pouco para se chegar à meta de baixar as contas para R$ 210 mil. “Economizamos também com água, luz, combustível”, comentou Landim.
sábado, 30 de dezembro de 2006
Governo quer integrar programas sociais, diz ministro da Educação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta sexta-feira (29), por cerca de três horas, com os ministros da área social para fazer um balanço e traçar perspectivas para a área nos próximos quatro anos.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, Lula quer promover a integração dos programas sociais, em especial na área da juventude.
“Na visão do presidente, várias ações sociais atingiram grau de maturidade que permitiria pensar uma integração, o que reforçaria o papel de cada ministério. Cito especificamente a área da juventude, onde os programas estão dispersos, embora sob a coordenação da Secretaria Nacional da Juventude”.
Ainda segundo o ministro, Lula recomendou a ampliação de programas já consolidados - como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e ProJovem - e mais diálogo com os movimentos sociais.
“A idéia é buscar formas de ampliação do acesso a bolsas de estudo e, no caso do ProJovem, fortalecer a ação nas regiões metropolitanas, sobretudo no combate à violência”, disse Haddad.
As equipes econômica e social deverão trabalhar juntas no próximo mandato. A idéia, conforme Haddad, é que a Câmara de Política Econômica tenha um ministro da área social e a Câmara de Política Social um ministro da equipe econômica.
De acordo com o ministro, ficou acertado que os ministérios apresentarão seus planos ao presidente durante o mês de janeiro. O Ministério da Educação (MEC) será o primeiro, já na semana que vem.
Haddad informou que uma proposta em estudo é a transferência de recursos do Financiamento Estudantil (Fies) para financiar bolsas parciais (pagamento de 50% das mensalidades) do Prouni. Ele explicou que a procura pelo Prouni tem sido maior do que pelo Fies. Segundo o ministro, a meta do programa é conceder até 700 mil bolsas de estudo nos próximos quatro anos.
Participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Políticas para as Mulheres, Aqüicultura e Pesca, Direitos Humanos, Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria-Geral da Presidência, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Saúde e o secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento Agrário.
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, Lula quer promover a integração dos programas sociais, em especial na área da juventude.
“Na visão do presidente, várias ações sociais atingiram grau de maturidade que permitiria pensar uma integração, o que reforçaria o papel de cada ministério. Cito especificamente a área da juventude, onde os programas estão dispersos, embora sob a coordenação da Secretaria Nacional da Juventude”.
Ainda segundo o ministro, Lula recomendou a ampliação de programas já consolidados - como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e ProJovem - e mais diálogo com os movimentos sociais.
“A idéia é buscar formas de ampliação do acesso a bolsas de estudo e, no caso do ProJovem, fortalecer a ação nas regiões metropolitanas, sobretudo no combate à violência”, disse Haddad.
As equipes econômica e social deverão trabalhar juntas no próximo mandato. A idéia, conforme Haddad, é que a Câmara de Política Econômica tenha um ministro da área social e a Câmara de Política Social um ministro da equipe econômica.
De acordo com o ministro, ficou acertado que os ministérios apresentarão seus planos ao presidente durante o mês de janeiro. O Ministério da Educação (MEC) será o primeiro, já na semana que vem.
Haddad informou que uma proposta em estudo é a transferência de recursos do Financiamento Estudantil (Fies) para financiar bolsas parciais (pagamento de 50% das mensalidades) do Prouni. Ele explicou que a procura pelo Prouni tem sido maior do que pelo Fies. Segundo o ministro, a meta do programa é conceder até 700 mil bolsas de estudo nos próximos quatro anos.
Participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Políticas para as Mulheres, Aqüicultura e Pesca, Direitos Humanos, Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria-Geral da Presidência, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Saúde e o secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento Agrário.
BRASIL CRIA MÉTODO SEGURO E BARATO PARA DETECTAR VÍRUS HIV
A parceria entre Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz, Biomanguinhos, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) resultou na descoberta do método que reduz o tempo da chamada janela imunológica, período que o organismo leva para produzir, depois da infecção pelo vírus HIV, uma certa quantidade de anticorpos que possam ser detectados pelos exames de sangue específicos. O método também pode ser aplicado na detecção da hepatite C.
A informação foi dada pelo presidente da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), João Paulo Araújo, em entrevista ao programa Revista Brasil. A metodologia já é conhecida, mas o Brasil tinha dificuldade de implantação pelo alto custo das duas produtoras mundiais. A partir de 2004, os pesquisadores optaram por desenvolver um produto nacional.
"Esses exames já são realizados em todos hemocentros, mas eles buscam pesquisar anticorpos e, com isso, se perde tempo. Com a nova metodologia, em que se trabalha com o genoma do vírus, é possível reduzir o tempo da janela imunológica detectando assim a contaminação pelos exames. Isso assegura mais qualidade ao sangue coletado nos hemocentros", disse Araújo.
Segundo o presidente da Hemobrás, a tecnologia é vantajosa por conta do baixo custo. O produto nacional, que está sendo desenvolvido, deve ficar com custo final entre US$ 3 e US$ 4, cerca de R$ 8 para cada reação, enquanto os vendidos no mercado mundial custam em torno de US$ 15 ou R$ 30.
De acordo com João Paulo Araújo, ela deve ser implantada em 2008, mas os testes de validação dos equipamentos têm início no ano que vem. Além disso, será feita a atualização dos exames e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A informação foi dada pelo presidente da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), João Paulo Araújo, em entrevista ao programa Revista Brasil. A metodologia já é conhecida, mas o Brasil tinha dificuldade de implantação pelo alto custo das duas produtoras mundiais. A partir de 2004, os pesquisadores optaram por desenvolver um produto nacional.
"Esses exames já são realizados em todos hemocentros, mas eles buscam pesquisar anticorpos e, com isso, se perde tempo. Com a nova metodologia, em que se trabalha com o genoma do vírus, é possível reduzir o tempo da janela imunológica detectando assim a contaminação pelos exames. Isso assegura mais qualidade ao sangue coletado nos hemocentros", disse Araújo.
Segundo o presidente da Hemobrás, a tecnologia é vantajosa por conta do baixo custo. O produto nacional, que está sendo desenvolvido, deve ficar com custo final entre US$ 3 e US$ 4, cerca de R$ 8 para cada reação, enquanto os vendidos no mercado mundial custam em torno de US$ 15 ou R$ 30.
De acordo com João Paulo Araújo, ela deve ser implantada em 2008, mas os testes de validação dos equipamentos têm início no ano que vem. Além disso, será feita a atualização dos exames e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Claro é líder de vendas no Brasil pela segunda vez consecutiva
A Claro encerrou o mês de novembro como líder de vendas no Brasil e, pela segunda vez consecutiva, foi a operadora que mais cresceu em participação de mercado. De acordo com dados da Anatel referentes ao mês de novembro, a Claro atingiu market share de 23,51%, com 58,3% de participação nas adições líquidas do mercado. Em outubro, a Claro obteve 40,12% de participação. Em Brasília, a operadora ultrapassou a segunda posição e alcançou a liderança de mercado com 33,9% de market share na capital do país.
Banco do Brasil muda de nome em 2007
O Banco do Brasil começa o ano de cara nova. As fachadas de 300 agências em dez estados brasileiros amanhecerão, no primeiro dia útil de 2007, rebatizadas de Banco do João, Banco da Maria, Banco do Antônio e outros nomes tipicamente brasileiros.
A mudança faz parte de uma estratégia ousada de marketing, desenvolvida pela Artplan para reforçar a relação de identidade do cliente com a empresa. Com quase 200 anos de história, o BB muda a placa de suas agências para dizer, simbolicamente, que não medirá esforços para estar mais próximo das expectativas e desejos de seus correntistas e até dos não clientes.
Mais de 600 profissionais de produção serão mobilizados para garantir que as agências amanheçam de cara nova. Eles irão trocar o letreiro que fica na entrada das agências na noite do dia primeiro para o dia dois.
Mas as mudanças não param por aí. Quando o internauta acessar o Portal bb.com.br será surpreendido com seu nome no logotipo do Banco do Brasil. Comerciais de 30 segundos serão exibidos nas principais emissoras de TV do País e anúncios veiculados em revistas e na internet.
NOVO SLOGAN
O novo slogan do Banco do Brasil passa a ser “Todo seu” que substitui o anterior “O tempo todo com você”, lançado há quatro anos. Segundo o diretor de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, “essa é uma maneira de enfatizar os vínculos emocionais, culturais e sociais da instituição com seu cliente. Aprofunda o posicionamento anterior, ressaltando a estratégia negocial do BB de estabelecer atendimento diferenciado e oferecer produtos e serviços sob medida para cada segmento em que o BB atua. Há 18 meses de completar 200 anos, queremos permanecer com os nossos clientes por mais 200 anos”, assegura Caffarelli.
A campanha publicitária antecipa-se ao cenário de mudança do mercado financeiro, que deverá acirrar a concorrência entre as instituições bancárias. O Banco do Brasil se posiciona no momento de maior competitividade no setor. Suas campanhas publicitárias serão mais ousadas, produtos e serviços estão sendo ajustados à preferência dos diversos segmentos de consumidores.
Como maior banco da América Latina e de varejo brasileiro, 24 milhões de clientes, 310 mil acionistas e a maior rede de atendimento do País (mais de 15 mil pontos), o BB atuará em todas as frentes, buscando não só conquistar a preferência de novos clientes, mas também garantir a permanência de quem já optou pelo Banco do Brasil.
Quando o assunto é crédito, o BB tradicionalmente já pratica as menores taxas de mercado. “Chegaremos ao cliente na rua, em casa, no trabalho, na universidade, onde quer que ele esteja. Nossa experiência permite diferenciar ‘o quê’ e ‘para quem’ oferecemos, o que possibilita atendimento personalizado e eficaz”, afirma Paulo Bonzanini, diretor de varejo do BB.
FACHADAS ALTERADAS
As agências escolhidas estão situadas em locais de grande visibilidade e circulação de pessoas nos principais mercados consumidores do país: Belo Horizonte, Campinas, Caxias do Sul, Curitiba, Distrito Federal, Fortaleza, Joinville, Londrina, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis e São Paulo. Além das 300 agências que terão as fachadas alteradas, 3.600 estarão envolvidas, já que os adesivos com o nome do Banco localizados nas portas de entrada serão trocados. Os 85 mil funcionários do BB irão repercutir a campanha publicitária.
CRIATIVIDADE E OUSADIA
Roberto Medina, presidente da Artplan, diz que essa é uma estratégia de comunicação do tamanho e com a importância que a marca Banco do Brasil possui. “Era fundamental além de uma campanha publicitária criativa, incluir um fato que entregasse, que materializasse realmente a idéia do ‘Todo seu’. Por isso, trocar as fachadas das agências por nomes dos clientes”, conclui. A campanha publicitária é dirigida por Roberto Vilhena, que divide a criação com Marcos Hosken, Daniel Rezende, Sérgio Carvalho e Gustavo Tirre.
OUTROS DADOS
O Banco do Brasil é líder em ativos (R$ 282 bilhões) e em depósitos totais (145 bilhões). Lidera o segmento comercial de câmbio exportação, com 27% do mercado e é o maior administrador de recursos de terceiros da América Latina, com R$ 180 bilhões, o que representa 20% de participação no mercado. Possui 8,2 milhões de clientes habilitados ao uso da internet e do mobile banking e a maior rede de terminais de auto-atendimento da América Latina, com 42.591 máquinas instaladas.
A mudança faz parte de uma estratégia ousada de marketing, desenvolvida pela Artplan para reforçar a relação de identidade do cliente com a empresa. Com quase 200 anos de história, o BB muda a placa de suas agências para dizer, simbolicamente, que não medirá esforços para estar mais próximo das expectativas e desejos de seus correntistas e até dos não clientes.
Mais de 600 profissionais de produção serão mobilizados para garantir que as agências amanheçam de cara nova. Eles irão trocar o letreiro que fica na entrada das agências na noite do dia primeiro para o dia dois.
Mas as mudanças não param por aí. Quando o internauta acessar o Portal bb.com.br será surpreendido com seu nome no logotipo do Banco do Brasil. Comerciais de 30 segundos serão exibidos nas principais emissoras de TV do País e anúncios veiculados em revistas e na internet.
NOVO SLOGAN
O novo slogan do Banco do Brasil passa a ser “Todo seu” que substitui o anterior “O tempo todo com você”, lançado há quatro anos. Segundo o diretor de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, “essa é uma maneira de enfatizar os vínculos emocionais, culturais e sociais da instituição com seu cliente. Aprofunda o posicionamento anterior, ressaltando a estratégia negocial do BB de estabelecer atendimento diferenciado e oferecer produtos e serviços sob medida para cada segmento em que o BB atua. Há 18 meses de completar 200 anos, queremos permanecer com os nossos clientes por mais 200 anos”, assegura Caffarelli.
A campanha publicitária antecipa-se ao cenário de mudança do mercado financeiro, que deverá acirrar a concorrência entre as instituições bancárias. O Banco do Brasil se posiciona no momento de maior competitividade no setor. Suas campanhas publicitárias serão mais ousadas, produtos e serviços estão sendo ajustados à preferência dos diversos segmentos de consumidores.
Como maior banco da América Latina e de varejo brasileiro, 24 milhões de clientes, 310 mil acionistas e a maior rede de atendimento do País (mais de 15 mil pontos), o BB atuará em todas as frentes, buscando não só conquistar a preferência de novos clientes, mas também garantir a permanência de quem já optou pelo Banco do Brasil.
Quando o assunto é crédito, o BB tradicionalmente já pratica as menores taxas de mercado. “Chegaremos ao cliente na rua, em casa, no trabalho, na universidade, onde quer que ele esteja. Nossa experiência permite diferenciar ‘o quê’ e ‘para quem’ oferecemos, o que possibilita atendimento personalizado e eficaz”, afirma Paulo Bonzanini, diretor de varejo do BB.
FACHADAS ALTERADAS
As agências escolhidas estão situadas em locais de grande visibilidade e circulação de pessoas nos principais mercados consumidores do país: Belo Horizonte, Campinas, Caxias do Sul, Curitiba, Distrito Federal, Fortaleza, Joinville, Londrina, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis e São Paulo. Além das 300 agências que terão as fachadas alteradas, 3.600 estarão envolvidas, já que os adesivos com o nome do Banco localizados nas portas de entrada serão trocados. Os 85 mil funcionários do BB irão repercutir a campanha publicitária.
CRIATIVIDADE E OUSADIA
Roberto Medina, presidente da Artplan, diz que essa é uma estratégia de comunicação do tamanho e com a importância que a marca Banco do Brasil possui. “Era fundamental além de uma campanha publicitária criativa, incluir um fato que entregasse, que materializasse realmente a idéia do ‘Todo seu’. Por isso, trocar as fachadas das agências por nomes dos clientes”, conclui. A campanha publicitária é dirigida por Roberto Vilhena, que divide a criação com Marcos Hosken, Daniel Rezende, Sérgio Carvalho e Gustavo Tirre.
OUTROS DADOS
O Banco do Brasil é líder em ativos (R$ 282 bilhões) e em depósitos totais (145 bilhões). Lidera o segmento comercial de câmbio exportação, com 27% do mercado e é o maior administrador de recursos de terceiros da América Latina, com R$ 180 bilhões, o que representa 20% de participação no mercado. Possui 8,2 milhões de clientes habilitados ao uso da internet e do mobile banking e a maior rede de terminais de auto-atendimento da América Latina, com 42.591 máquinas instaladas.
EQUADOR E BOLÍVIA FORMALIZAM PEDIDO DE INGRESSO AO MERCOSUL
Equador e Bolívia formalizarão seu pedido de ingresso como membros plenos ao Mercosul durante a próxima cúpula do bloco, prevista para janeiro em Brasília.
Existe também a possibilidade de que, na esperada reunião, sejam anunciados acordos comerciais com Israel e com o Conselho de Cooperação do Golfo, integrado pelos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Oman, Kuwait, Bahrein e Qatar.
A informação foi divulgada pelo subsecretário de Integração Econômica e Mercosul, Eduardo Sigal, durante um encontro com a imprensa local e estrangeira.
No caso de Israel, trata-se de um acordo de livre comércio, cujo anúncio já foi adiado no último encontro do bloco em Córdoba, Argentina, ocorrido em julho. Já com o Conselho de Cooperação do Golfo deve ser firmado um convênio de preferências comerciais fixas.
Sigal disse que o estímulo político para o ingresso de Bolívia é fato, mas no caso do Equador não daria tempo dada a proximidade da posse do presidente eleito Rafael Correa e a cúpula de Brasília.
O diplomata argentino explicou que o recente Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), destinado a atenuar as assimetrias de desenvolvimento entre os países do bloco, já tem seis projetos para desenvolver, sendo três para o Paraguai, um para o Uruguai e dois para a Secretaria do Mercosul.
No Paraguai serão feitos um plano de habitação, outro de infra-estrutura e um terceiro para um centro de fronteira, disse.
O Focem contará com US$ 100 milhões, investidos majoritariamente pelo Brasil e Argentina.
Sigal também falou que o bloco chegará à reunião de Brasília com cerca de 70% das metas da Agenda 2006 foram cumpridas.
Outro assunto comentado pelo subsecretário foi a crise entre Argentina e Uruguai.
Segundo ele, se o Uruguai quiser discutir novamente o tema dos bloqueios fronteiriços na Argentina, contra a instalação de fábricas de celulose em território uruguaio, a Argentina terá o direito de rediscutir as recentes medidas alfandegárias que Montevidéu aplicou a produtos de zonas promocionais argentinas, que Buenos Aires considera contrárias ao Mercosul.
Existe também a possibilidade de que, na esperada reunião, sejam anunciados acordos comerciais com Israel e com o Conselho de Cooperação do Golfo, integrado pelos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Oman, Kuwait, Bahrein e Qatar.
A informação foi divulgada pelo subsecretário de Integração Econômica e Mercosul, Eduardo Sigal, durante um encontro com a imprensa local e estrangeira.
No caso de Israel, trata-se de um acordo de livre comércio, cujo anúncio já foi adiado no último encontro do bloco em Córdoba, Argentina, ocorrido em julho. Já com o Conselho de Cooperação do Golfo deve ser firmado um convênio de preferências comerciais fixas.
Sigal disse que o estímulo político para o ingresso de Bolívia é fato, mas no caso do Equador não daria tempo dada a proximidade da posse do presidente eleito Rafael Correa e a cúpula de Brasília.
O diplomata argentino explicou que o recente Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), destinado a atenuar as assimetrias de desenvolvimento entre os países do bloco, já tem seis projetos para desenvolver, sendo três para o Paraguai, um para o Uruguai e dois para a Secretaria do Mercosul.
No Paraguai serão feitos um plano de habitação, outro de infra-estrutura e um terceiro para um centro de fronteira, disse.
O Focem contará com US$ 100 milhões, investidos majoritariamente pelo Brasil e Argentina.
Sigal também falou que o bloco chegará à reunião de Brasília com cerca de 70% das metas da Agenda 2006 foram cumpridas.
Outro assunto comentado pelo subsecretário foi a crise entre Argentina e Uruguai.
Segundo ele, se o Uruguai quiser discutir novamente o tema dos bloqueios fronteiriços na Argentina, contra a instalação de fábricas de celulose em território uruguaio, a Argentina terá o direito de rediscutir as recentes medidas alfandegárias que Montevidéu aplicou a produtos de zonas promocionais argentinas, que Buenos Aires considera contrárias ao Mercosul.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
Dilma diz que trabalho na economia torna possível a meta de crescer 5%
BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje (28) que a meta de crescimento econômico de 5% para o país é absolutamente possível, devido às medidas adotadas nos últimos quatro anos, que resultaram, por exemplo, na taxa de inflação sob controle.
"Por que essa meta não é factível em um país desse tamanho? Hoje é absolutamente possível porque fizemos um trabalho", avaliou a ministra, em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.
Dilma Rousseff acrescentou que a meta é para ser perseguida, mas não representa um número fechado. "Não necessariamente você tem de acertar no zerinho. No Brasil, se ficar abaixo [da meta], a casa cai". Segundo ela, a definição da meta tem o objetivo de mobilizar a equipe de governo, para que trabalhem com a idéia de que o Brasil está "no mesmo barco" e que se vai "remar na mesma direção".
"Como se movimenta, se mobiliza e coloca toda a capacidade de organização para atingir objetivo se não tiver meta? O objetivo é acelerar o crescimento do país", ela disse, ao acrescentar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "sempre tratou os 5% como uma meta de crescimento acelerado".
A ministra também falou sobre as medidas que estão sendo elaboradas pelo governo para impulsionar o crescimento econômico. Segundo Dilma Rousseff, elas passam pelo aumento de investimentos em infra-estrutura e pela desoneração fiscal para estimular os investimentos privados. "Queremos ampliar os investimentos, acelerar o crescimento, para isso estamos falando em desoneração".
De acordo com ela, desde 2003, o governo "fez as coisas que eram possíveis, sem aventureirismos". A ministra disse ainda que quando o presidente Lula tomou posse no primeiro mandato o quadro no país era de instabilidade em relação à inflação, instabilidade externa e fragilidade fiscal.
"Nos quatro primeiros anos de FHC [Fernando Henrique Cardoso] houve déficit primário. Depois, nos outros quatro anos, fizeram um superávit insuficiente. Nós tivemos de fazer um superávit maior", completou
"Por que essa meta não é factível em um país desse tamanho? Hoje é absolutamente possível porque fizemos um trabalho", avaliou a ministra, em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.
Dilma Rousseff acrescentou que a meta é para ser perseguida, mas não representa um número fechado. "Não necessariamente você tem de acertar no zerinho. No Brasil, se ficar abaixo [da meta], a casa cai". Segundo ela, a definição da meta tem o objetivo de mobilizar a equipe de governo, para que trabalhem com a idéia de que o Brasil está "no mesmo barco" e que se vai "remar na mesma direção".
"Como se movimenta, se mobiliza e coloca toda a capacidade de organização para atingir objetivo se não tiver meta? O objetivo é acelerar o crescimento do país", ela disse, ao acrescentar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "sempre tratou os 5% como uma meta de crescimento acelerado".
A ministra também falou sobre as medidas que estão sendo elaboradas pelo governo para impulsionar o crescimento econômico. Segundo Dilma Rousseff, elas passam pelo aumento de investimentos em infra-estrutura e pela desoneração fiscal para estimular os investimentos privados. "Queremos ampliar os investimentos, acelerar o crescimento, para isso estamos falando em desoneração".
De acordo com ela, desde 2003, o governo "fez as coisas que eram possíveis, sem aventureirismos". A ministra disse ainda que quando o presidente Lula tomou posse no primeiro mandato o quadro no país era de instabilidade em relação à inflação, instabilidade externa e fragilidade fiscal.
"Nos quatro primeiros anos de FHC [Fernando Henrique Cardoso] houve déficit primário. Depois, nos outros quatro anos, fizeram um superávit insuficiente. Nós tivemos de fazer um superávit maior", completou
Ótima Noticia: Apesar do PIB, economia reagiu bem e tende a crescer em 2007
Apesar da frustração do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas no país ao longo de 2006 ficou mesmo no tímido patamar dos 2,86%, de acordo com a expectativa de analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central, sobre tendências dos principais indicadores econômicos. Os analistas das 100 maiores instituições financeiras do país chegaram a acreditar que o PIB aumentaria 3% neste ano, mas a constatação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que o crescimento econômico do trimestre julho-setembro foi de apenas 0,5% em relação ao trimestre anterior, derrubou mais ainda as estimativas dos analistas.
A involução resultou, principalmente, da queda constante nas projeções de crescimento da produção industrial, que há um mês eram de 3,40% e na pesquisa atual chegaram a 3,11%, com reflexo negativo também na estimativa de crescimento industrial para 2007, que passou de 4,30% para 4,10%. Contraditoriamente, porém, a perspectiva é de queda na relação entre dívida líquida do setor público e PIB. De acordo com a perspectiva dos analistas pesquisados, a relação dívida/PIB deve encerrar 2006 em 50,17%, contra projeção de 50,30% na pesquisa anterior; e a equivalência para o ano que vem deve cair para 49%, ante estimativa de 49,10% na semana passada.
Já o saldo da balança comercial (exportações menos importações), para felicidade geral da nação, superou todas as expectativas e deve ficar em torno de US$ 45 bilhões neste ano (US$ 38 bilhões em 2007), o que garante US$ 12,10 bilhões, este ano, de saldo em conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior, e permite projetar saldo de US$ 5,65 bilhões na conta corrente de 2007. São projeções para um cenário de mercado no qual a cotação do dólar norte-americano sofre mais uma redução, de R$ 2,16 para R$ 2,15, no fechamento do ano, com perspectiva de chegar ao final de 2007 valendo R$ 2,25; ao mesmo tempo em que a taxa básica de juros (Selic), hoje de 13,25%, caia para 12% até dezembro do próximo ano.
No centro da meta
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) fechou o ano com inflação de 3,83%, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. O índice acumulado no ano é superior somente ao de 2005, quando ficou em 1,21%, e de 1998, que foi de 1,78%. O indicador é calculado desde 1989. Em dezembro, o índice teve alta de 0,32%, uma desaceleração frente ao avanço de 0,75% registrado em novembro. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters esperavam inflação de 0,37% no mês e de 3,85% no ano.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,29% em dezembro, depois da alta de 1,02% em novembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,39%, após a alta de 0,27% no mês passado. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,30%, ante avanço de 0,23% no mês anterior.
Ganhos nas bolsas
A Bolsa de Valores de São Paulo encerra o ano de bem com os investidores, depois de romper o patamar dos 44 mil pontos pela primeira vez na história, na última quarta-feira do ano. O Ibovespa encerrou o penúltimo pregão do ano aos 44.526 pontos, com valorização de 2,12%. O intradia também assinalou novo pico histórico, aos 44.470 pontos. O último recorde havia sido no dia 14, aos 43.754 pontos.
O volume financeiro melhorou em relação às sessões anteriores, somando 2,22 bilhões de reais, mas ainda ficou levemente abaixo da média anual de 2,3 bilhões de reais.
Combustíveis
O preço do álcool combustível foi o grande vilão dos preços em 2006 e, nas bombas, atingiu o maior valor dos últimos anos, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgada em 28 de abril. O preço médio no país era de R$ 1,986. No estado de São Paulo, maior mercado consumidor do produto, o preço médio era de R$ 2,469, sendo que a máxima chegou a R$ 2,997. O preço só voltou a cair em maio, quando abastecer com álcool voltou a ser vantajoso em relação à gasolina.
A crise nos combustíveis levou as montadoras a diversificar, ainda mais, os seus modelos. Os carros flex fuel, bicombustíveis ou até tetracombustíveis, iniciaram o ano mostrando sua força: em 2 de janeiro, foi divulgado pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que os carros que funcionam tanto a álcool quanto à gasolina (e em qualquer mistura dos dois combustíveis) dominavam 71% do mercado do país.
Os modelos flex fuel foram lançados no mercado brasileiro em março de 2003. No fim do ano, também de acordo com a Anfavea, os bicombustíveis continuaram a crescer, dominando 81% das vendas de carros novos no país, segundo informações do mês de novembro.
A produção de biocombustível é uma "janela de oportunidade" para o desenvolvimento rural, especialmente no Brasil, afirmou Ignacy Sachs, socioeconomista polonês radicado no Brasil e na França. Na abertura da plenária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), ele propôs um viva! à atual crise do petróleo:
- Eu participo de discussões internacionais sobre o meio ambiente desde 1972. Trinta anos de nosso discurso não tiveram o efeito que seis meses de preço alto do petróleo tiveram no sentido de incentivar a adoção de biocombustíveis.
Na avaliação do socioeconomista, o programa público brasileiro de biodiesel acerta ao dar incentivos para o setor, e o país tem grande potencial na área pelo sucesso na implantação do álcool como combustível automotivo, desde os anos 70. Sachs lembrou estudo que realizou em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae): segundo ele, uma propriedade na Amazônia com 20 hectares cultivados, sendo 10 deles de dendê pode sustentar entre 3 e 4 postos de trabalho, caso haja uma parceria com uma unidade de processamento do óleo da palmeira.
O especialista destacou que, para o sucesso de projetos como o do biodiesel, é preciso desenvolver políticas públicas para auxiliar na mediação entre os agricultores e as grandes empresas de processamento agroindustrial.
- Pode-se apelar à responsabilidade social das empresas, mas eu não penso que isso nos leve tão longe - disse ele, para explicar a necessidade de apoio público à garantia de transparência e justeza nessas relações.
Para Sachs, a ascensão dos biocombustíveis é um bom exemplo do chamado "desenvolvimento desde dentro" (ou a partir de dentro), tese defendida pelo economista chileno Oswaldo Sunkel.
- O desenvolvimento rural pode ser a mola propulsora do desenvolvimento nacional - disse o polonês.
Ele também previu um desenvolvimento ainda maior para o setor dos biocombustíveis por causa dos avanços tecnológicos, que permitem, por exemplo, a transformação de restos vegetais, como cascas ou palha, em álcool. Segundo Sachs, esses avanços tecnológicos também vão impedir que haja conflito entre a produção de bioenergia e de comida. Para ele, o futuro será dos sistemas integrados, em que várias culturas dividem espaço, servindo o resíduo de uma como insumo de outra.
Habitação
No campo do desenvolvimento social, o governo anunciou no dia 7 de fevereiro um pacote para a habitação, com o objetivo de aumentar o crédito para a casa própria e reduzir os impostos sobre materiais de construção. Além da isenção de IPI para 13 itens (como tubos e conexões de plástico, caixas d'água e fios de cobre), foi reduzida para 5% a alíquota de mais 28 produtos, como pias e lavatório de aço inoxidável, argamassa, azulejos cerâmico, entre outros.
A involução resultou, principalmente, da queda constante nas projeções de crescimento da produção industrial, que há um mês eram de 3,40% e na pesquisa atual chegaram a 3,11%, com reflexo negativo também na estimativa de crescimento industrial para 2007, que passou de 4,30% para 4,10%. Contraditoriamente, porém, a perspectiva é de queda na relação entre dívida líquida do setor público e PIB. De acordo com a perspectiva dos analistas pesquisados, a relação dívida/PIB deve encerrar 2006 em 50,17%, contra projeção de 50,30% na pesquisa anterior; e a equivalência para o ano que vem deve cair para 49%, ante estimativa de 49,10% na semana passada.
Já o saldo da balança comercial (exportações menos importações), para felicidade geral da nação, superou todas as expectativas e deve ficar em torno de US$ 45 bilhões neste ano (US$ 38 bilhões em 2007), o que garante US$ 12,10 bilhões, este ano, de saldo em conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior, e permite projetar saldo de US$ 5,65 bilhões na conta corrente de 2007. São projeções para um cenário de mercado no qual a cotação do dólar norte-americano sofre mais uma redução, de R$ 2,16 para R$ 2,15, no fechamento do ano, com perspectiva de chegar ao final de 2007 valendo R$ 2,25; ao mesmo tempo em que a taxa básica de juros (Selic), hoje de 13,25%, caia para 12% até dezembro do próximo ano.
No centro da meta
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) fechou o ano com inflação de 3,83%, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. O índice acumulado no ano é superior somente ao de 2005, quando ficou em 1,21%, e de 1998, que foi de 1,78%. O indicador é calculado desde 1989. Em dezembro, o índice teve alta de 0,32%, uma desaceleração frente ao avanço de 0,75% registrado em novembro. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters esperavam inflação de 0,37% no mês e de 3,85% no ano.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,29% em dezembro, depois da alta de 1,02% em novembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,39%, após a alta de 0,27% no mês passado. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,30%, ante avanço de 0,23% no mês anterior.
Ganhos nas bolsas
A Bolsa de Valores de São Paulo encerra o ano de bem com os investidores, depois de romper o patamar dos 44 mil pontos pela primeira vez na história, na última quarta-feira do ano. O Ibovespa encerrou o penúltimo pregão do ano aos 44.526 pontos, com valorização de 2,12%. O intradia também assinalou novo pico histórico, aos 44.470 pontos. O último recorde havia sido no dia 14, aos 43.754 pontos.
O volume financeiro melhorou em relação às sessões anteriores, somando 2,22 bilhões de reais, mas ainda ficou levemente abaixo da média anual de 2,3 bilhões de reais.
Combustíveis
O preço do álcool combustível foi o grande vilão dos preços em 2006 e, nas bombas, atingiu o maior valor dos últimos anos, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgada em 28 de abril. O preço médio no país era de R$ 1,986. No estado de São Paulo, maior mercado consumidor do produto, o preço médio era de R$ 2,469, sendo que a máxima chegou a R$ 2,997. O preço só voltou a cair em maio, quando abastecer com álcool voltou a ser vantajoso em relação à gasolina.
A crise nos combustíveis levou as montadoras a diversificar, ainda mais, os seus modelos. Os carros flex fuel, bicombustíveis ou até tetracombustíveis, iniciaram o ano mostrando sua força: em 2 de janeiro, foi divulgado pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que os carros que funcionam tanto a álcool quanto à gasolina (e em qualquer mistura dos dois combustíveis) dominavam 71% do mercado do país.
Os modelos flex fuel foram lançados no mercado brasileiro em março de 2003. No fim do ano, também de acordo com a Anfavea, os bicombustíveis continuaram a crescer, dominando 81% das vendas de carros novos no país, segundo informações do mês de novembro.
A produção de biocombustível é uma "janela de oportunidade" para o desenvolvimento rural, especialmente no Brasil, afirmou Ignacy Sachs, socioeconomista polonês radicado no Brasil e na França. Na abertura da plenária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), ele propôs um viva! à atual crise do petróleo:
- Eu participo de discussões internacionais sobre o meio ambiente desde 1972. Trinta anos de nosso discurso não tiveram o efeito que seis meses de preço alto do petróleo tiveram no sentido de incentivar a adoção de biocombustíveis.
Na avaliação do socioeconomista, o programa público brasileiro de biodiesel acerta ao dar incentivos para o setor, e o país tem grande potencial na área pelo sucesso na implantação do álcool como combustível automotivo, desde os anos 70. Sachs lembrou estudo que realizou em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae): segundo ele, uma propriedade na Amazônia com 20 hectares cultivados, sendo 10 deles de dendê pode sustentar entre 3 e 4 postos de trabalho, caso haja uma parceria com uma unidade de processamento do óleo da palmeira.
O especialista destacou que, para o sucesso de projetos como o do biodiesel, é preciso desenvolver políticas públicas para auxiliar na mediação entre os agricultores e as grandes empresas de processamento agroindustrial.
- Pode-se apelar à responsabilidade social das empresas, mas eu não penso que isso nos leve tão longe - disse ele, para explicar a necessidade de apoio público à garantia de transparência e justeza nessas relações.
Para Sachs, a ascensão dos biocombustíveis é um bom exemplo do chamado "desenvolvimento desde dentro" (ou a partir de dentro), tese defendida pelo economista chileno Oswaldo Sunkel.
- O desenvolvimento rural pode ser a mola propulsora do desenvolvimento nacional - disse o polonês.
Ele também previu um desenvolvimento ainda maior para o setor dos biocombustíveis por causa dos avanços tecnológicos, que permitem, por exemplo, a transformação de restos vegetais, como cascas ou palha, em álcool. Segundo Sachs, esses avanços tecnológicos também vão impedir que haja conflito entre a produção de bioenergia e de comida. Para ele, o futuro será dos sistemas integrados, em que várias culturas dividem espaço, servindo o resíduo de uma como insumo de outra.
Habitação
No campo do desenvolvimento social, o governo anunciou no dia 7 de fevereiro um pacote para a habitação, com o objetivo de aumentar o crédito para a casa própria e reduzir os impostos sobre materiais de construção. Além da isenção de IPI para 13 itens (como tubos e conexões de plástico, caixas d'água e fios de cobre), foi reduzida para 5% a alíquota de mais 28 produtos, como pias e lavatório de aço inoxidável, argamassa, azulejos cerâmico, entre outros.
Más Notícias: Teor de 2006 dá pauta da economia de 2007
O ano de 2006 foi marcado por algumas características fundamentais no campo econômico, podendo ser considerado, em alguns aspectos, como um divisor de águas em relação ao comportamento de diversas variáveis.
No campo da inflação, sem dúvida, a mudança foi significativa, pois, desde a implementação do regime de metas para inflação em 1999, o Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA) não registrava uma variação tão abaixo do centro da meta estabelecida. Ao mesmo tempo, a evolução dos preços mostrou uma maior simetria de comportamento entre os grupos que compõem o índice, indicando uma maior convergência em termos da dinâmica da evolução dos preços dos diversos itens que compõem o IPCA.
Embora ainda seja perceptível o efeito da apreciação da taxa de câmbio sobre esse processo, fica claro que o ambiente inflacionário para 2006 foi extremamente favorável, devendo valer o mesmo para 2007. Esse fenômeno, em tese, abriria um espaço para maior ousadia do ponto de vista do Banco Central (BC) em termos de redução da taxa básica de juros.
Nesse contexto, não restam dúvidas acerca do conservadorismo exagerado do BC na condução da política monetária ao longo do ano. A lentidão na queda da taxa básica de juros ante um ambiente de franca redução da inflação, sem sombra de dúvida, foi uma das principais responsáveis pelo baixo crescimento de 2006. Mesmo no final do ano, as vendas no varejo apresentaram um desempenho moderado, abaixo do que seria esperado em um contexto de recuperação econômica mais vigorosa.
As indicações do Banco Central, nesse sentido, apontam para um maior conservadorismo na condução da política monetária nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), sinalizando, de antemão, que, à exceção de alguma mudança significativa no âmbito da condução da política econômica, o ano de 2007 também deverá ser marcado por um baixo crescimento. A esse quadro pode ser adicionado o fato de que o setor externo, diferentemente do observado em anos anteriores, inverteu o sentido da sua contribuição ao crescimento econômico, uma vez que as importações estão crescendo de modo mais veloz ao das exportações há algum tempo. Dada a perspectiva de que a taxa de câmbio não deverá se depreciar significativamente nos próximos meses, é razoável supor que essa dinâmica não deverá ser alterada, ainda que o saldo comercial deverá manter-se superavitário.
A síntese desses elementos sugere que 2007 deverá ser uma extensão do comportamento dessas variáveis observado em 2006. Em outras palavras, afora surpresas, a inflação deverá se manter em patamar baixo, o ritmo do crescimento será moderado e o ciclo de redução da taxa básica de juros por parte do BC, muito provavelmente, se encerrará. A grande dúvida que começa a ser desenhada para 2007 tem origem em 2006 e diz respeito ao comportamento das contas públicas. Na verdade, a natureza do ajuste fiscal brasileiro desde 1998 sempre exibiu uma fragilidade intrínseca ao centrar a estratégia do lado do aumento da arrecadação e da carga tributária sem realizar um ajuste efetivo do lado dos gastos públicos — a velocidade da expansão da carga tributária nos últimos anos foi acompanhada pela evolução dos gastos. No último ano essa dinâmica se agravou diante da evolução dos gastos superior à das receitas, o que tem contribuído para corroer o resultado primário do setor público em 2006 relativamente A 2005.
A gravidade dessa questão começa a se deslocar para 2007 ante os sinais de aumentos de gastos provenientes de vários segmentos do governo sem que um esforço maior em termos de eficiência e priorização esteja em curso. Desse processo, está claro que, na ausência de um ajuste do lado dos gastos públicos, existem poucas alternativas e podem, basicamente, ser centradas em um novo aumento de carga tributária em 2007 para que as contas sejam fechadas ou na admissão de um resultado primário menor. Essas questões ainda estão sendo confrontadas no âmbito do governo, mas sem dúvidas as primeiras respostas deverão ser dadas no começo do ano.
No campo da inflação, sem dúvida, a mudança foi significativa, pois, desde a implementação do regime de metas para inflação em 1999, o Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA) não registrava uma variação tão abaixo do centro da meta estabelecida. Ao mesmo tempo, a evolução dos preços mostrou uma maior simetria de comportamento entre os grupos que compõem o índice, indicando uma maior convergência em termos da dinâmica da evolução dos preços dos diversos itens que compõem o IPCA.
Embora ainda seja perceptível o efeito da apreciação da taxa de câmbio sobre esse processo, fica claro que o ambiente inflacionário para 2006 foi extremamente favorável, devendo valer o mesmo para 2007. Esse fenômeno, em tese, abriria um espaço para maior ousadia do ponto de vista do Banco Central (BC) em termos de redução da taxa básica de juros.
Nesse contexto, não restam dúvidas acerca do conservadorismo exagerado do BC na condução da política monetária ao longo do ano. A lentidão na queda da taxa básica de juros ante um ambiente de franca redução da inflação, sem sombra de dúvida, foi uma das principais responsáveis pelo baixo crescimento de 2006. Mesmo no final do ano, as vendas no varejo apresentaram um desempenho moderado, abaixo do que seria esperado em um contexto de recuperação econômica mais vigorosa.
As indicações do Banco Central, nesse sentido, apontam para um maior conservadorismo na condução da política monetária nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), sinalizando, de antemão, que, à exceção de alguma mudança significativa no âmbito da condução da política econômica, o ano de 2007 também deverá ser marcado por um baixo crescimento. A esse quadro pode ser adicionado o fato de que o setor externo, diferentemente do observado em anos anteriores, inverteu o sentido da sua contribuição ao crescimento econômico, uma vez que as importações estão crescendo de modo mais veloz ao das exportações há algum tempo. Dada a perspectiva de que a taxa de câmbio não deverá se depreciar significativamente nos próximos meses, é razoável supor que essa dinâmica não deverá ser alterada, ainda que o saldo comercial deverá manter-se superavitário.
A síntese desses elementos sugere que 2007 deverá ser uma extensão do comportamento dessas variáveis observado em 2006. Em outras palavras, afora surpresas, a inflação deverá se manter em patamar baixo, o ritmo do crescimento será moderado e o ciclo de redução da taxa básica de juros por parte do BC, muito provavelmente, se encerrará. A grande dúvida que começa a ser desenhada para 2007 tem origem em 2006 e diz respeito ao comportamento das contas públicas. Na verdade, a natureza do ajuste fiscal brasileiro desde 1998 sempre exibiu uma fragilidade intrínseca ao centrar a estratégia do lado do aumento da arrecadação e da carga tributária sem realizar um ajuste efetivo do lado dos gastos públicos — a velocidade da expansão da carga tributária nos últimos anos foi acompanhada pela evolução dos gastos. No último ano essa dinâmica se agravou diante da evolução dos gastos superior à das receitas, o que tem contribuído para corroer o resultado primário do setor público em 2006 relativamente A 2005.
A gravidade dessa questão começa a se deslocar para 2007 ante os sinais de aumentos de gastos provenientes de vários segmentos do governo sem que um esforço maior em termos de eficiência e priorização esteja em curso. Desse processo, está claro que, na ausência de um ajuste do lado dos gastos públicos, existem poucas alternativas e podem, basicamente, ser centradas em um novo aumento de carga tributária em 2007 para que as contas sejam fechadas ou na admissão de um resultado primário menor. Essas questões ainda estão sendo confrontadas no âmbito do governo, mas sem dúvidas as primeiras respostas deverão ser dadas no começo do ano.
Mais R$ 8,5 bi entram na economia
O reajuste do salário mínimo de R$ 350 para R$ 380 injetará R$ 8,5 bilhões na economia brasileira em 2007, segundo projeções do Ministério do Trabalho e Emprego.
No último dia 20, os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Nelson Machado (Previdência) fecharam com as centrais sindicais um acordo para reajustar o salário mínimo, que prevê um aumento real (descontando a inflação) de 5,3%.
O reajuste nominal, sem consi- derar a inflação, chega a 8,6%. O aumento será antecipado no pró- ximo ano em um mês e entrará em vigor em março - em 2006 foi em abril.
Segundo os estudos do mi- nistério, o salário mínimo registra um ganho real de 26,02% entre 2003 e 2006, e em 2007 o ganho do período deverá subir para cerca de 32% acima da inflação.
Reposição da
inflação até 2011
De acordo com a nova política, de 2008 a 2011, o mínimo terá reposição da inflação acrescida do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) verificado no ano anterior. A data de vigência do reajuste também será antecipada em um mês a cada ano, começando a vigorar em janeiro, a partir de 2010. Em 2011, a política será revista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que não aceitará um aumento para o salário mínimo superior a R$ 380 - valor acordado entre o governo e as centrais sindicais para o piso de 2007. Lula afirmou que vetará qualquer reajuste superior a esse montante.
"Se alguém tentar extrapolar o limite do que foi acordado, eu veto, como fiz antes das eleições, já que alguns, com demagogia, quiseram dar", disse.
A declaração de Lula foi um recado para a oposição, que neste ano tentou dar um reajuste para as aposentadorias superiores ao salário mínimo de 16,67% - superior ao índice de 5,01% definido pelo governo.
No último dia 20, os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Nelson Machado (Previdência) fecharam com as centrais sindicais um acordo para reajustar o salário mínimo, que prevê um aumento real (descontando a inflação) de 5,3%.
O reajuste nominal, sem consi- derar a inflação, chega a 8,6%. O aumento será antecipado no pró- ximo ano em um mês e entrará em vigor em março - em 2006 foi em abril.
Segundo os estudos do mi- nistério, o salário mínimo registra um ganho real de 26,02% entre 2003 e 2006, e em 2007 o ganho do período deverá subir para cerca de 32% acima da inflação.
Reposição da
inflação até 2011
De acordo com a nova política, de 2008 a 2011, o mínimo terá reposição da inflação acrescida do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) verificado no ano anterior. A data de vigência do reajuste também será antecipada em um mês a cada ano, começando a vigorar em janeiro, a partir de 2010. Em 2011, a política será revista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que não aceitará um aumento para o salário mínimo superior a R$ 380 - valor acordado entre o governo e as centrais sindicais para o piso de 2007. Lula afirmou que vetará qualquer reajuste superior a esse montante.
"Se alguém tentar extrapolar o limite do que foi acordado, eu veto, como fiz antes das eleições, já que alguns, com demagogia, quiseram dar", disse.
A declaração de Lula foi um recado para a oposição, que neste ano tentou dar um reajuste para as aposentadorias superiores ao salário mínimo de 16,67% - superior ao índice de 5,01% definido pelo governo.
Mercosul avança em 2007
Os ventos de 2007 devem levar a avanços na integração dos membros do Mercosul. Depois de ameaças de tempestades nos últimos anos, Brasil e Argentina apararam algumas arestas em 2006. O principal avanço foi o primeiro passo na direção da criação de um moeda comum em acordo assinado este mês para as relações comerciais. Em janeiro, as lideranças e representantes do bloco participam da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, marcada para o dia 19, no Rio de Janeiro. No encontro, a Bolívia pode anunciar seu ingresso e a Venezuela deve avançar no processo de integração .
Este mês, alguns dos principais pontos que deverão entrar em debate foram abordados durante a 31ª Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), realizada em Brasília. O encontro reuniu ministros de Relações Exteriores e da área econômica do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. As assimetrias entre os países-membros foi um dos principais temas da reunião.
O Brasil tomou a dianteira e anunciou que está disposto a flexibilizar regras e impostos de importação para impulsionar as economias do Uruguai e Paraguai, parceiros menores do Mercosul. Depois do acordo comercial com a Argentina, esse é o segundo passo para se chegar à sonhada moeda comum.
Segundo Celso Amorim, deve ser antecipada com a medida, unilateralmente, a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum para as economias menores do bloco. Isso significa que um produto que entrar no Mercosul pelo Uruguai ou Paraguai poderá ser exportado para o Brasil sem nova cobrança de imposto de importação – é a chamada união aduaneira, que só deve entrar em vigor entre todos os países do bloco a partir de 2009. A antecipação da medida tem o objetivo de incentivar o investimento nesses países e as exportações do Uruguai e Paraguai.
Outra concessão que o Brasil pretende fazer refere-se às regras de origem. Pelo regime do Mercosul, é considerado originário da região qualquer produto que possua pelo menos 60% de valor agregado regional (insumos produzidos na região). Com a flexibilização das regras de origem, esse percentual cairá para 30% no caso do Uruguai e 25% no Paraguai.
Segundo relato de Celso Amorim, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, foi receptivo às concessões aos países menores do Mercosul. O chanceler argentino, Jorge Taiana, disse que o país analisará as medidas antes de se posicionar.
A integração das cadeias produtivas é outra estratégia que pode reduzir as assimetrias do bloco, segundo o chanceler brasileiro. Projetos nesse sentido poderão ser aprovados durante a 31ª Reunião de Chefes de Estado do Mercosul, em janeiro.
Apesar da insatisfação do Uruguai, o chanceler Reinaldo Gargano tratou de dissipar os boatos de que o país deixaria o bloco para firmar um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos. “Para o Uruguai, o Mercosul é uma opção de caráter estratégico. O que queremos é um Mercosul maior e melhor”, destacou Gargano.
AMPLIAÇÃO – O Uruguai solicitou, no entanto, que as assimetrias entre os parceiros sejam levadas em conta nas negociações do bloco com outros países ou regiões – o que, segundo Celso Amorim, os parceiros estão “dispostos a conceder”. Tais flexibilizações ocorreriam, por exemplo, nas negociações entre Mercosul e União Européia.
Outro tema tratado na reunião – e que demonstra a confiança dos governos no processo de integração – é a ampliação do bloco. Os chanceleres do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e Venezuela acolheram positivamente a entrada da Bolívia no bloco. O desejo de ingresso no Mercosul foi manifestado pelo presidente boliviano, Evo Morales, durante a 2ª Reunião de Chefes de Estado da Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa), realizada no começo deste mês.
“Houve concordância entre os chanceleres não só em acolher positivamente este pleito, mas até de já constituirmos, quem sabe, uma pequena missão que possa já conversar com a parte boliviana sobre como fazer com que isso se concretize da maneira mais rápida possível”, revelou Amorim.
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, manifestou disposição em também acelerar os procedimentos e as medidas práticas para a plena adesão da Venezuela – o protocolo de adesão foi assinado em julho deste ano, mas a chamada adesão plena depende de um conjunto de medidas de adaptação que devem ser implementadas pela Venezuela num prazo máximo de quatro anos.
Voltado inicialmente para pequenos e médios exportadores, o sistema deve facilitar as transações e reduzir os custos de operação entre os dois países, porque dispensa a conversão das moedas nacionais em dólares.
Este mês, alguns dos principais pontos que deverão entrar em debate foram abordados durante a 31ª Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), realizada em Brasília. O encontro reuniu ministros de Relações Exteriores e da área econômica do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. As assimetrias entre os países-membros foi um dos principais temas da reunião.
O Brasil tomou a dianteira e anunciou que está disposto a flexibilizar regras e impostos de importação para impulsionar as economias do Uruguai e Paraguai, parceiros menores do Mercosul. Depois do acordo comercial com a Argentina, esse é o segundo passo para se chegar à sonhada moeda comum.
Segundo Celso Amorim, deve ser antecipada com a medida, unilateralmente, a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum para as economias menores do bloco. Isso significa que um produto que entrar no Mercosul pelo Uruguai ou Paraguai poderá ser exportado para o Brasil sem nova cobrança de imposto de importação – é a chamada união aduaneira, que só deve entrar em vigor entre todos os países do bloco a partir de 2009. A antecipação da medida tem o objetivo de incentivar o investimento nesses países e as exportações do Uruguai e Paraguai.
Outra concessão que o Brasil pretende fazer refere-se às regras de origem. Pelo regime do Mercosul, é considerado originário da região qualquer produto que possua pelo menos 60% de valor agregado regional (insumos produzidos na região). Com a flexibilização das regras de origem, esse percentual cairá para 30% no caso do Uruguai e 25% no Paraguai.
Segundo relato de Celso Amorim, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, foi receptivo às concessões aos países menores do Mercosul. O chanceler argentino, Jorge Taiana, disse que o país analisará as medidas antes de se posicionar.
A integração das cadeias produtivas é outra estratégia que pode reduzir as assimetrias do bloco, segundo o chanceler brasileiro. Projetos nesse sentido poderão ser aprovados durante a 31ª Reunião de Chefes de Estado do Mercosul, em janeiro.
Apesar da insatisfação do Uruguai, o chanceler Reinaldo Gargano tratou de dissipar os boatos de que o país deixaria o bloco para firmar um Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos. “Para o Uruguai, o Mercosul é uma opção de caráter estratégico. O que queremos é um Mercosul maior e melhor”, destacou Gargano.
AMPLIAÇÃO – O Uruguai solicitou, no entanto, que as assimetrias entre os parceiros sejam levadas em conta nas negociações do bloco com outros países ou regiões – o que, segundo Celso Amorim, os parceiros estão “dispostos a conceder”. Tais flexibilizações ocorreriam, por exemplo, nas negociações entre Mercosul e União Européia.
Outro tema tratado na reunião – e que demonstra a confiança dos governos no processo de integração – é a ampliação do bloco. Os chanceleres do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e Venezuela acolheram positivamente a entrada da Bolívia no bloco. O desejo de ingresso no Mercosul foi manifestado pelo presidente boliviano, Evo Morales, durante a 2ª Reunião de Chefes de Estado da Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa), realizada no começo deste mês.
“Houve concordância entre os chanceleres não só em acolher positivamente este pleito, mas até de já constituirmos, quem sabe, uma pequena missão que possa já conversar com a parte boliviana sobre como fazer com que isso se concretize da maneira mais rápida possível”, revelou Amorim.
O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, manifestou disposição em também acelerar os procedimentos e as medidas práticas para a plena adesão da Venezuela – o protocolo de adesão foi assinado em julho deste ano, mas a chamada adesão plena depende de um conjunto de medidas de adaptação que devem ser implementadas pela Venezuela num prazo máximo de quatro anos.
Voltado inicialmente para pequenos e médios exportadores, o sistema deve facilitar as transações e reduzir os custos de operação entre os dois países, porque dispensa a conversão das moedas nacionais em dólares.
Kirchner defende ampliação do Mercosul
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, declarou hoje que o "Mercosul tem que se ampliar" para não ser "meramente um acordo econômico". O presidente argentino também afirmou que "construir o poder popular" é o grande desafio para a região. Kirchner concedeu entrevista à rádio das Mães da Praça de Maio. A entrevistadora foi Hebe de Bonafini, presidente dessa organização de direitos humanos.
"O Mercosul não pode ser um acordo meramente econômico, tem que se ampliar e ser dos países da América do Sul. Para isso, Brasil e Venezuela serão muito importantes", expressou. Atualmente, compõem o Mercosul, como membros permanentes, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Kirchner disse que, tanto para a Argentina como para a América Latina, "o grande desafio é a construção do poder popular, de um movimento nacional e popular, mas não populista, uma aliança da classe média com a classe trabalhadora, com os empresários nacionais, os intelectuais". Ele citou como exemplo Venezuela, Equador e Nicarágua. "Temos que acompanhar a luta de Rafael Correa (presidente eleito do Equador). Já na Nicarágua, (o presidente eleito) Daniel Ortega fez algumas alianças que não nos agradam, mas vamos esperar que ele vá bem."
Kirchner também elogiou o presidente Evo Morales, da Bolívia, "a quem estamos ajudando em tudo o que podemos". "Com Evo, estamos trabalhando extraordinariamente bem. Temos o projeto do gasoduto do sul, cujo início é também o gasoduto do nordeste, que conecta a Bolívia, com o que vamos comprar 20 milhões de metros cúbicos diários. Os grandes empreendimentos não se fazem de um dia para o outro."
Em relação à situação argentina, Kirchner reiterou a tese de que o país precisa de uma reorganização de suas estruturas políticas. "A crise que tivemos pulverizou todas as estruturas políticas. Temos que tratar de dotá-las de novas idéias, pensamentos, debates e sínteses", disse o presidente, que reiteradas vezes tem manifestado disposição para encabeçar uma nova coalizão de centro-esquerda.
"O Mercosul não pode ser um acordo meramente econômico, tem que se ampliar e ser dos países da América do Sul. Para isso, Brasil e Venezuela serão muito importantes", expressou. Atualmente, compõem o Mercosul, como membros permanentes, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Kirchner disse que, tanto para a Argentina como para a América Latina, "o grande desafio é a construção do poder popular, de um movimento nacional e popular, mas não populista, uma aliança da classe média com a classe trabalhadora, com os empresários nacionais, os intelectuais". Ele citou como exemplo Venezuela, Equador e Nicarágua. "Temos que acompanhar a luta de Rafael Correa (presidente eleito do Equador). Já na Nicarágua, (o presidente eleito) Daniel Ortega fez algumas alianças que não nos agradam, mas vamos esperar que ele vá bem."
Kirchner também elogiou o presidente Evo Morales, da Bolívia, "a quem estamos ajudando em tudo o que podemos". "Com Evo, estamos trabalhando extraordinariamente bem. Temos o projeto do gasoduto do sul, cujo início é também o gasoduto do nordeste, que conecta a Bolívia, com o que vamos comprar 20 milhões de metros cúbicos diários. Os grandes empreendimentos não se fazem de um dia para o outro."
Em relação à situação argentina, Kirchner reiterou a tese de que o país precisa de uma reorganização de suas estruturas políticas. "A crise que tivemos pulverizou todas as estruturas políticas. Temos que tratar de dotá-las de novas idéias, pensamentos, debates e sínteses", disse o presidente, que reiteradas vezes tem manifestado disposição para encabeçar uma nova coalizão de centro-esquerda.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Fusões e aquisições no Brasil devem seguir firmes em 2007
As fusões e aquisições no Brasil devem saltar 44 por cento este ano em relação a 2005, com destaque para as empresas nacionais. E 2007 deve repetir um forte crescimento, entre 20 e 30 por cento, afirmou nesta quarta-feira a consultoria PriceWaterHouseCoopers.
"Pode até crescer no mesmo nível de 2006 (44 por cento), mas estou prevendo um valor menor, porque o avanço deste ano foi grande e ocorreu sobre uma base fraca", afirmou Raul Beer, sócio da PricewaterhouseCoopers.
A empresa estima que tenham sido feitas neste ano 560 aquisições, compras de participações minoritárias, joint ventures, fusões, incorporações e cisões. Os dados foram colhidos até meados de dezembro e o restante do ano foi estimado.
"O movimento de 2006 só não foi maior que o de 2000 e 2001, quando houve forte influência de negócios de menor porte envolvendo a Internet", disse a PriceWaterHouseCoopers em nota.
As empresas nacionais realizaram 58 por cento das aquisições, enquanto as estrangeiras promoveram 42 por cento das compras ao longo do ano.
"A gente já teve dois extremos. Na época da privatização, as estrangeiras faziam dois terços das aquisições. Na era pré-Lula, em 2002, isso caiu pela metade. Agora a gente está em um nível mais estável de aquisições por estrangeiras", disse Beer.
Conforme a consultoria, o destaque de 2006 foi a aquisição pela Companhia Vale do Rio Doce da mineradora canadense de níquel Inco, por 14,9 bilhões de dólares.
"Por mais que você diga que o Brasil é atraente, as empresas brasileiras são dinâmicas e fazem muitas aquisições, por isso o número de operações por empresas nacionais foi maior", acrescentou o executivo.
As brasileiras realizaram 78 compras fora do Brasil --contra 39 companhias adquiridas no exterior em 2005. O real mais valorizado aumentou o poder de compra das nacionais, segundo a PriceWaterHouseCoopers.
No caso de brasileiras comprando outras dentro do país, mas de acionistas estrangeiros, a queda do risco Brasil e a melhor precificação das ações de empresas de capital aberto nas bolsas de valores foram fatores que contribuíram positivamente.
O valor médio por transação das operações em 2006 foi calculado pela PriceWaterHouseCoopers em 291 milhões de dólares, contra 108,5 milhões de dólares em 2005.
"Pode até crescer no mesmo nível de 2006 (44 por cento), mas estou prevendo um valor menor, porque o avanço deste ano foi grande e ocorreu sobre uma base fraca", afirmou Raul Beer, sócio da PricewaterhouseCoopers.
A empresa estima que tenham sido feitas neste ano 560 aquisições, compras de participações minoritárias, joint ventures, fusões, incorporações e cisões. Os dados foram colhidos até meados de dezembro e o restante do ano foi estimado.
"O movimento de 2006 só não foi maior que o de 2000 e 2001, quando houve forte influência de negócios de menor porte envolvendo a Internet", disse a PriceWaterHouseCoopers em nota.
As empresas nacionais realizaram 58 por cento das aquisições, enquanto as estrangeiras promoveram 42 por cento das compras ao longo do ano.
"A gente já teve dois extremos. Na época da privatização, as estrangeiras faziam dois terços das aquisições. Na era pré-Lula, em 2002, isso caiu pela metade. Agora a gente está em um nível mais estável de aquisições por estrangeiras", disse Beer.
Conforme a consultoria, o destaque de 2006 foi a aquisição pela Companhia Vale do Rio Doce da mineradora canadense de níquel Inco, por 14,9 bilhões de dólares.
"Por mais que você diga que o Brasil é atraente, as empresas brasileiras são dinâmicas e fazem muitas aquisições, por isso o número de operações por empresas nacionais foi maior", acrescentou o executivo.
As brasileiras realizaram 78 compras fora do Brasil --contra 39 companhias adquiridas no exterior em 2005. O real mais valorizado aumentou o poder de compra das nacionais, segundo a PriceWaterHouseCoopers.
No caso de brasileiras comprando outras dentro do país, mas de acionistas estrangeiros, a queda do risco Brasil e a melhor precificação das ações de empresas de capital aberto nas bolsas de valores foram fatores que contribuíram positivamente.
O valor médio por transação das operações em 2006 foi calculado pela PriceWaterHouseCoopers em 291 milhões de dólares, contra 108,5 milhões de dólares em 2005.
Tecnologia nacional passa por consolidação
As empresas de tecnologia passam por um momento de consolidação no Brasil. A pioneira foi a Totvs, grupo de software de gestão formado pela união da Microsiga, Logocenter, RM Sistemas e Totvs BMI.
A fusão entre Microsiga e Logocenter foi anunciada em fevereiro de 2005. Em março deste ano abriu seu capital no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo e, no mês seguinte, comprou a RM Sistemas.
Outras empresas seguem este caminho, em outras áreas do mercado de tecnologia da informação. A Braxis se fundiu à Unitech, formando uma empresa de serviços com faturamento de R$ 170 milhões este ano. O presidente da Braxis é Jair Ribeiro, co-fundador do Banco Patrimônio. A empresa tem como meta o mercado internacional e estuda abrir o capital em um período de cerca de dois anos.
A paranaense Bematech, que atua em automação comercial, comprou três empresas este mês: Gemco, C&S e GSR7. Com as aquisições, a empresa prevê ampliar seu faturamento de R$ 170 milhões para R$ 300 milhões em 2007, quando planeja abrir seu capital.
O mercado brasileiro de software e serviços de tecnologia movimentou US$ 7,41 bilhões em 2005, segundo estudo da consultoria IDC, um avanço de 24% sobre o ano anterior. Os serviços foram a maior fatia, de US$ 4,69 bilhões, e a que mais cresceu, com 30%. Incluindo equipamentos, o mercado brasileiro de tecnologia da informação totalizou US$ 11,9 bilhões.
"A escala é fundamental para atender a grandes clientes internacionais", afirmou Jair Ribeiro, da Braxis. "Precisamos de custo competitivo para sermos uma alternativa aos indianos." O interesse de Ribeiro em tecnologia apareceu há dois anos, quando visitou a Índia. "Senti que o Brasil poderia fazer alguma coisa parecida." A Braxis surgiu em março, com a união das empresas Pimentel IT Services e a Spec IT Solutions. Com a fusão com a Unitech, de Salvador, passou a empregar cerca de 2 mil funcionários. João Francisco Mendes Neto, sócio da Unitech, se tornou vice-presidente da Braxis. Jair Ribeiro entrou na Braxis como investidor. "Podemos comprar outras empresas", apontou Ribeiro. "Mas no Brasil é complicado, devido aos riscos trabalhistas. Nem sempre está tudo regularizado."
A fusão entre Microsiga e Logocenter foi anunciada em fevereiro de 2005. Em março deste ano abriu seu capital no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo e, no mês seguinte, comprou a RM Sistemas.
Outras empresas seguem este caminho, em outras áreas do mercado de tecnologia da informação. A Braxis se fundiu à Unitech, formando uma empresa de serviços com faturamento de R$ 170 milhões este ano. O presidente da Braxis é Jair Ribeiro, co-fundador do Banco Patrimônio. A empresa tem como meta o mercado internacional e estuda abrir o capital em um período de cerca de dois anos.
A paranaense Bematech, que atua em automação comercial, comprou três empresas este mês: Gemco, C&S e GSR7. Com as aquisições, a empresa prevê ampliar seu faturamento de R$ 170 milhões para R$ 300 milhões em 2007, quando planeja abrir seu capital.
O mercado brasileiro de software e serviços de tecnologia movimentou US$ 7,41 bilhões em 2005, segundo estudo da consultoria IDC, um avanço de 24% sobre o ano anterior. Os serviços foram a maior fatia, de US$ 4,69 bilhões, e a que mais cresceu, com 30%. Incluindo equipamentos, o mercado brasileiro de tecnologia da informação totalizou US$ 11,9 bilhões.
"A escala é fundamental para atender a grandes clientes internacionais", afirmou Jair Ribeiro, da Braxis. "Precisamos de custo competitivo para sermos uma alternativa aos indianos." O interesse de Ribeiro em tecnologia apareceu há dois anos, quando visitou a Índia. "Senti que o Brasil poderia fazer alguma coisa parecida." A Braxis surgiu em março, com a união das empresas Pimentel IT Services e a Spec IT Solutions. Com a fusão com a Unitech, de Salvador, passou a empregar cerca de 2 mil funcionários. João Francisco Mendes Neto, sócio da Unitech, se tornou vice-presidente da Braxis. Jair Ribeiro entrou na Braxis como investidor. "Podemos comprar outras empresas", apontou Ribeiro. "Mas no Brasil é complicado, devido aos riscos trabalhistas. Nem sempre está tudo regularizado."
Obras vão facilitar escoamento da produção do centro do Brasil
Duas importantes obras para o escoamento da produção agrícola do centro do país começam a ser viabilizadas nos próximos dias. Uma delas é a restauração da BR-452/GO, nos 196 quilômetros entre Rio Verde e Itumbiara, que deve ser iniciada no primeiro semestre de 2007. O superintendente regional do Dnit, Riumar dos Santos, observa que dos 5 mil veículos que trafegam por dia na rodovia, 65% são carretas e caminhões.
“É uma rodovia predominantemente com características de transporte de cargas. É, entre os vários corredores que temos, um dos mais importantes”, diz. A outra obra em questão é a duplicação do corredor Goiânia-Cuiabá, composto pelas BRs 060, 364 e 070, num total de 190 quilômetros. O DNIT já autorizou a realização dos estudos de viabilidade. “Demonstra o interesse do governo do Brasil em dotar a região Centro-Oeste de condições excepcionais de transporte de carga, principalmente da agricultura”, comemora Riumar dos Santos.
Também na semana passada, o DNIT e a Prefeitura de Goiânia assinaram contrato para a construção de passagem inferior na BR-153, que vai custar cerca de R$ 7 milhões, recursos que já estão assegurados. O Ministério dos Transportes deve concluir este ano investindo cerca de R$ 400 milhões em rodovias no estado de Goiás.
“É uma rodovia predominantemente com características de transporte de cargas. É, entre os vários corredores que temos, um dos mais importantes”, diz. A outra obra em questão é a duplicação do corredor Goiânia-Cuiabá, composto pelas BRs 060, 364 e 070, num total de 190 quilômetros. O DNIT já autorizou a realização dos estudos de viabilidade. “Demonstra o interesse do governo do Brasil em dotar a região Centro-Oeste de condições excepcionais de transporte de carga, principalmente da agricultura”, comemora Riumar dos Santos.
Também na semana passada, o DNIT e a Prefeitura de Goiânia assinaram contrato para a construção de passagem inferior na BR-153, que vai custar cerca de R$ 7 milhões, recursos que já estão assegurados. O Ministério dos Transportes deve concluir este ano investindo cerca de R$ 400 milhões em rodovias no estado de Goiás.
Com Alemanha, UE pode investir mais no Mercosul
A Alemanha assume no próximo dia 1º a presidência temporária da União Européia (UE) e avisa que quer debater melhores condições para investir no Mercosul e acelerar o processo para a conclusão de um acordo entre os dois blocos em 2007. O Mercosul foi praticamente ignorado nos últimos seis meses na agenda européia, presidida pela Finlândia.
Agora, com a Alemanha na presidência, a tendência é de que a região volte a ter certa atenção diante dos investimentos alemães no continente.
Segundo informou a chancelaria alemã ao Estado, o foco na região será o de criar melhores condições para que as empresas européias invistam no bloco, incluindo acordos de bitributação e fortalecendo as garantias jurídicas para a atuação das companhias.
Berlim também quer fazer avançar as negociações entre a Europa e o Mercosul para a criação de um acordo de livre comércio. “Vamos trabalhar para a conclusão em 2007, mas não podemos predizer se isso ocorrerá”, disse um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha. Segundo ele, uma reunião entre as delegações do Mercosul e da Europa poderá ocorrer na segunda metade de janeiro em Bruxelas.
Na Comissão Européia, diplomatas revelam que a estratégia será a de ver primeiro como ocorrerão as negociações paralisadas da Organização Mundial do Comércio (OMC), para só depois retomar as ofertas de abertura dos mercados europeus aos produtos agrícolas do Mercosul.
Se com o Mercosul ainda não há um prazo para fechar o acordo, a Alemanha quer lançar negociações com a Comunidade Andina e países da América Central para que um entendimento comercial seja fechado. Segundo um diplomata alemão, o objetivo dos europeus é o de não isolar os países que estejam adotando políticas de esquerda para que não haja radicalização da região contra os investimentos estrangeiros. Tanto a Venezuela como a Bolívia, portanto, não devem sofrer nenhum distanciamento por parte da UE, pelo menos por ora.
Prioridade
Se a América Latina volta ao radar dos europeus, Berlim, que também assume a presidência do G8 em 2007, não esconde que sua estratégia no comando dos dois grupos tem como principal prioridade política entre os países em desenvolvimento a situação crítica da África.
Segundo os alemães, a situação que mais afeta hoje a Europa entre os países pobres é a da África, que continua provocando centenas de imigrantes para os países europeus todos os dias. Berlim planeja anunciar planos de cooperação para a África tanto em seu comando da UE como na agenda do G8.
Agora, com a Alemanha na presidência, a tendência é de que a região volte a ter certa atenção diante dos investimentos alemães no continente.
Segundo informou a chancelaria alemã ao Estado, o foco na região será o de criar melhores condições para que as empresas européias invistam no bloco, incluindo acordos de bitributação e fortalecendo as garantias jurídicas para a atuação das companhias.
Berlim também quer fazer avançar as negociações entre a Europa e o Mercosul para a criação de um acordo de livre comércio. “Vamos trabalhar para a conclusão em 2007, mas não podemos predizer se isso ocorrerá”, disse um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha. Segundo ele, uma reunião entre as delegações do Mercosul e da Europa poderá ocorrer na segunda metade de janeiro em Bruxelas.
Na Comissão Européia, diplomatas revelam que a estratégia será a de ver primeiro como ocorrerão as negociações paralisadas da Organização Mundial do Comércio (OMC), para só depois retomar as ofertas de abertura dos mercados europeus aos produtos agrícolas do Mercosul.
Se com o Mercosul ainda não há um prazo para fechar o acordo, a Alemanha quer lançar negociações com a Comunidade Andina e países da América Central para que um entendimento comercial seja fechado. Segundo um diplomata alemão, o objetivo dos europeus é o de não isolar os países que estejam adotando políticas de esquerda para que não haja radicalização da região contra os investimentos estrangeiros. Tanto a Venezuela como a Bolívia, portanto, não devem sofrer nenhum distanciamento por parte da UE, pelo menos por ora.
Prioridade
Se a América Latina volta ao radar dos europeus, Berlim, que também assume a presidência do G8 em 2007, não esconde que sua estratégia no comando dos dois grupos tem como principal prioridade política entre os países em desenvolvimento a situação crítica da África.
Segundo os alemães, a situação que mais afeta hoje a Europa entre os países pobres é a da África, que continua provocando centenas de imigrantes para os países europeus todos os dias. Berlim planeja anunciar planos de cooperação para a África tanto em seu comando da UE como na agenda do G8.
Brasil vai antecipar concessões fiscais para reduzir conflitos no Mercosul
Em janeiro, as lideranças e representantes do Mercosul participam da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, marcada para o dia 19, no Rio de Janeiro. Este mês, alguns dos principais pontos que deverão entrar em debate foram abordados durante a 31ª Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), realizada em Brasília.
O encontro reuniu ministros de relações exteriores e da área econômica do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. As assimetrias entre os países-membros foi um dos principais temas do encontro.
O Brasil tomou a dianteira e anunciou que está disposto a flexibilizar regras e impostos de importação para impulsionar as economias do Uruguai e Paraguai, parceiros menores do Mercosul. Segundo Celso Amorim, deve ser antecipada, unilateralmente, a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum para as economias menores.
Isso significa que um produto que entrar no Mercosul pelo Uruguai ou Paraguai poderá ser exportado para o Brasil sem nova cobrança de imposto de importação — é a chamada união aduaneira, que só deve entrar em vigor entre todos os países do bloco a partir de 2009. A antecipação da medida tem o objetivo de incentivar o investimento nesses países e as exportações do Uruguai e Paraguai.
Outra concessão que o Brasil pretende fazer refere-se às regras de origem. Pelo regime do Mercosul, é considerado originário da região qualquer produto que possua pelo menos 60% de valor agregado regional (insumos produzidos na região). Com a flexibilização das regras de origem, esse percentual cairá para 30% no caso do Uruguai e 25% no Paraguai.
O encontro reuniu ministros de relações exteriores e da área econômica do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. As assimetrias entre os países-membros foi um dos principais temas do encontro.
O Brasil tomou a dianteira e anunciou que está disposto a flexibilizar regras e impostos de importação para impulsionar as economias do Uruguai e Paraguai, parceiros menores do Mercosul. Segundo Celso Amorim, deve ser antecipada, unilateralmente, a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum para as economias menores.
Isso significa que um produto que entrar no Mercosul pelo Uruguai ou Paraguai poderá ser exportado para o Brasil sem nova cobrança de imposto de importação — é a chamada união aduaneira, que só deve entrar em vigor entre todos os países do bloco a partir de 2009. A antecipação da medida tem o objetivo de incentivar o investimento nesses países e as exportações do Uruguai e Paraguai.
Outra concessão que o Brasil pretende fazer refere-se às regras de origem. Pelo regime do Mercosul, é considerado originário da região qualquer produto que possua pelo menos 60% de valor agregado regional (insumos produzidos na região). Com a flexibilização das regras de origem, esse percentual cairá para 30% no caso do Uruguai e 25% no Paraguai.
Lula reúne-se com PT para discutir economia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá nesta quarta-feira a comissão política do PT para dar seqüência ao debate sobre os rumos do próximo governo. O partido pretende abordar o tema da política econômica e defender uma guinada desenvolvimentista no próximo mandato.
Segundo disse um integrante da comissão nesta terça-feira, há uma avaliação dentro do PT de que o presidente deveria dar um sinal inequívoco que, sem abdicar da ortodoxia, terá uma nova abordagem priorizando o desenvolvimento. Esse sinal poderia ser a troca da presidência do Banco Central, ocupada por Henrique Meirelles. O PT, no entanto, ainda não assumiu a defesa da saída de Mereilles.
Lula vem repetindo que não adotará "fórmulas mágicas" na economia, mas determinou ousadia para sua equipe na elaboração do pacote, que está em fase de finalização. O anúncio, que deveria ter sido feito na semana anterior ao Natal, foi adiado para o ano que vem.
O pacote reúne medidas fiscais de longo prazo e para a infra-estrutura. O esforço é alcançar a meta de 5% cobiçada pelo presidente. A cúpula do governo acredita que a dinamização da economia virá com um crescimento acentuado do Produto Interno Bruto e não passa necessariamente por uma redução dos gastos públicos.
A avaliação é que a expansão econômica trará mais recursos para investimento público, melhor qualidade nos gastos e oportunidades para o setor privado, o que levaria, indiretamente, à redução dos níveis de desemprego.
A comissão política do PT é formada por membros da Executiva Nacional, entre outros, o presidente Marco Aurélio Garcia, o tesoureiro Paulo Ferreira, o deputado federal eleito Jilmar Tatto (SP), a deputada Maria do Rosário (RS), a senadora Idelli Salvatti (SC) e o secretário-geral Joaquim Soriano.
Educação
Além da política econômica, o partido vê a educação como estratégica da próxima administração. O PT não desejaria ver a pasta entrar na lista de negociação da reforma ministerial.
Na reunião com Lula, os petistas rejeitam a hipótese de levar ao presidente nomes ou sugestões para a composição do futuro governo, antecipando um debate do qual Lula já declarou que deixará para o final de janeiro.
De fato, os petistas sabem que têm pouco a perder na reforma. Na atual composição, o partido comanda 16 pastas, das quais apenas a Previdência entrou na lista de reivindicação de alguma das outras nove legendas aliadas do presidente.
Na outra ponta, o PT deseja retomar o controle da pasta de Cidades, que está com o PP. Por outro lado, o PP poderia ceder e ocupar a Agricultura, apesar de afirmar abertamente que gostaria de ter, pelo menos, três ministérios.
Segundo disse um integrante da comissão nesta terça-feira, há uma avaliação dentro do PT de que o presidente deveria dar um sinal inequívoco que, sem abdicar da ortodoxia, terá uma nova abordagem priorizando o desenvolvimento. Esse sinal poderia ser a troca da presidência do Banco Central, ocupada por Henrique Meirelles. O PT, no entanto, ainda não assumiu a defesa da saída de Mereilles.
Lula vem repetindo que não adotará "fórmulas mágicas" na economia, mas determinou ousadia para sua equipe na elaboração do pacote, que está em fase de finalização. O anúncio, que deveria ter sido feito na semana anterior ao Natal, foi adiado para o ano que vem.
O pacote reúne medidas fiscais de longo prazo e para a infra-estrutura. O esforço é alcançar a meta de 5% cobiçada pelo presidente. A cúpula do governo acredita que a dinamização da economia virá com um crescimento acentuado do Produto Interno Bruto e não passa necessariamente por uma redução dos gastos públicos.
A avaliação é que a expansão econômica trará mais recursos para investimento público, melhor qualidade nos gastos e oportunidades para o setor privado, o que levaria, indiretamente, à redução dos níveis de desemprego.
A comissão política do PT é formada por membros da Executiva Nacional, entre outros, o presidente Marco Aurélio Garcia, o tesoureiro Paulo Ferreira, o deputado federal eleito Jilmar Tatto (SP), a deputada Maria do Rosário (RS), a senadora Idelli Salvatti (SC) e o secretário-geral Joaquim Soriano.
Educação
Além da política econômica, o partido vê a educação como estratégica da próxima administração. O PT não desejaria ver a pasta entrar na lista de negociação da reforma ministerial.
Na reunião com Lula, os petistas rejeitam a hipótese de levar ao presidente nomes ou sugestões para a composição do futuro governo, antecipando um debate do qual Lula já declarou que deixará para o final de janeiro.
De fato, os petistas sabem que têm pouco a perder na reforma. Na atual composição, o partido comanda 16 pastas, das quais apenas a Previdência entrou na lista de reivindicação de alguma das outras nove legendas aliadas do presidente.
Na outra ponta, o PT deseja retomar o controle da pasta de Cidades, que está com o PP. Por outro lado, o PP poderia ceder e ocupar a Agricultura, apesar de afirmar abertamente que gostaria de ter, pelo menos, três ministérios.
Brasil participará de supersatélite europeu de busca de planetas em 2015
Nesta quarta-feira, 27 de dezembro, será aberta oficialmente a temporada de caça a planetas semelhantes à Terra. O satélite europeu Corot, que conta com participação brasileira, deve ser lançado às 12h32 (horário de Brasília) no Cazaquistão. Além dele, outros dois projetos da Agência Espacial Européia (ESA) contarão com o apoio do Brasil: o Darwin, previsto para 2012, e o Plato (inglês para Platão), para 2015. A informação é do astrônomo Eduardo Janot, presidente do Comitê Corot-Brasil, que conversou com o G1.
Eduardo Janot“O Brasil está irremediavelmente engajado nessa aventura de busca de vida fora do Sistema Solar", afirma o cientista da Universidade de São Paulo.
No caso do Corot, a oportunidade surgiu de uma proximidade natural entre a astronomia brasileira e francesa e da necessidade dos europeus de terem um posto de recepção de dados no hemisfério Sul. Para isso, o Brasil investiu US$ 2 milhões, uma verdadeira ninharia em termos de missões espaciais, e, em troca, terá acesso a todos os dados do satélite -- que custou, no total, US$ 100 milhões.
Europeus e brasileiros devem ter a honra de encontrar os primeiros planetas parecidos com o nosso -- rochosos e pequenos -- fora do Sistema Solar, antes mesmo do que a Nasa. O projeto americano na área, o Kepler, está atrasado e deve ser lançado só, no mínimo, daqui um ano.
Uma vez que o Corot -- e depois o Kepler -- tiver sua lista de planetas com características parecidas com as da Terra, em 2012, entrará em ação o Darwin, também da ESA, que vai analisar as atmosferas desses candidatos a abrigar vida. Três anos depois, será lançado o TPF, da Nasa, com a mesma missão do Darwin. E, também em 2015, o Plato.
O trabalho desse último será investigar, ao mesmo tempo, esses planetas rochosos e as estrelas que os abrigam. O projeto deve ser apresentado à ESA em março do próximo ano e o Brasil já garantiu seu envolvimento.
Para Conferir a reportagem total
Eduardo Janot“O Brasil está irremediavelmente engajado nessa aventura de busca de vida fora do Sistema Solar", afirma o cientista da Universidade de São Paulo.
No caso do Corot, a oportunidade surgiu de uma proximidade natural entre a astronomia brasileira e francesa e da necessidade dos europeus de terem um posto de recepção de dados no hemisfério Sul. Para isso, o Brasil investiu US$ 2 milhões, uma verdadeira ninharia em termos de missões espaciais, e, em troca, terá acesso a todos os dados do satélite -- que custou, no total, US$ 100 milhões.
Europeus e brasileiros devem ter a honra de encontrar os primeiros planetas parecidos com o nosso -- rochosos e pequenos -- fora do Sistema Solar, antes mesmo do que a Nasa. O projeto americano na área, o Kepler, está atrasado e deve ser lançado só, no mínimo, daqui um ano.
Uma vez que o Corot -- e depois o Kepler -- tiver sua lista de planetas com características parecidas com as da Terra, em 2012, entrará em ação o Darwin, também da ESA, que vai analisar as atmosferas desses candidatos a abrigar vida. Três anos depois, será lançado o TPF, da Nasa, com a mesma missão do Darwin. E, também em 2015, o Plato.
O trabalho desse último será investigar, ao mesmo tempo, esses planetas rochosos e as estrelas que os abrigam. O projeto deve ser apresentado à ESA em março do próximo ano e o Brasil já garantiu seu envolvimento.
Para Conferir a reportagem total
ALL recebe aval para comprar Brasil Ferrovias e Novoeste
A Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda sugeriram neta terça-feira (26 de dezembro) a aprovação, com restrições, da operação de compra das concessionárias do setor ferroviário Brasil Ferrovias S.A. e Novoeste Brasil S.A. pela ALL (América Latina Logística). A decisão dá a ALL a maior malha ferroviária da América do Sul, com 22,7 mil km em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.
Conforme a assessoria do Ministério da Justiça, as duas secretarias analisaram o processo em conjunto desde 2004, levando em consideração os efeitos da compra para o mercado. As autoridades antitruste mostraram receito quanto à possibilidade de aumento no preço dos fretes cobrados pela ALL e de discriminação de usuários. Os órgãos recomendaram que a ALL deve expedir relatório periódicos com os indicadores médios de desempenho por tipo de carga, para diminuir o risco de aumento de preços e discriminação de usuários.
Outra medida a ser tomada para garantir a isonomia no setor é a divulgação, por parte da ALL, dos preços de operações acessórias à prestação do serviço ferroviário, e à política de descontos da atividade, mantendo em arquivo por até cinco anos os dados sobre as tarifas praticadas. A divulgação deverá ser feita através da internet ou em um meio de acesso fácil aos usuários. Os pareceres das duas secretarias seguem agora para o Cade (Comitê de Assuntos Econômicos) para julgamento.
Conforme a assessoria do Ministério da Justiça, as duas secretarias analisaram o processo em conjunto desde 2004, levando em consideração os efeitos da compra para o mercado. As autoridades antitruste mostraram receito quanto à possibilidade de aumento no preço dos fretes cobrados pela ALL e de discriminação de usuários. Os órgãos recomendaram que a ALL deve expedir relatório periódicos com os indicadores médios de desempenho por tipo de carga, para diminuir o risco de aumento de preços e discriminação de usuários.
Outra medida a ser tomada para garantir a isonomia no setor é a divulgação, por parte da ALL, dos preços de operações acessórias à prestação do serviço ferroviário, e à política de descontos da atividade, mantendo em arquivo por até cinco anos os dados sobre as tarifas praticadas. A divulgação deverá ser feita através da internet ou em um meio de acesso fácil aos usuários. Os pareceres das duas secretarias seguem agora para o Cade (Comitê de Assuntos Econômicos) para julgamento.
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
Evolução dos juros no Brasil revista em baixa devido ao abrandamento da inflação
Os economistas brasileiros reviram em baixa as estimativas para a taxa de juro do país para o final de 2007. Esta foi a primeira revisão em baixa em dois meses, numa altura em que se especula que a inflação vai abrandar.
O Banco Central deverá reduzir a taxa de juro para os 11,75% no final do ano de 2007, o que compara com a previsão anterior que colocava a taxa de referência do Brasil nos 12%, segundo um inquérito realizado aos economistas a 22 de Dezembro.
A taxa de juro foi reduzida para os 13,25% dos 19,75% praticados em Setembro de 2005, com o Banco Central a tentar impulsionar o crescimento económico.
Os economistas prevêem agora que a taxa de juro seja fixada nos 11,75% no final do ano, menos do que anteriormente estimado uma vez que as previsões apontam para que a subida dos preços do consumidor abrande o crescimento.
As novas previsões apontam para que a inflação se situe nos 4,08% nos próximos 12 meses, o que compara com os 4,13% previstos anteriormente.
A contribuir para o abrandamento da subida da inflação está a valorização do real, que ao subir reduziu os custos das importações de bens. Desde Janeiro de 2003, altura em que Lula da Silva tomou posse como presidente, o real já valorizou 65%.
As previsões apontam para que a economia brasileira cresça 2,76%, este ano, e 3,5% em 2007.
O Banco Central deverá reduzir a taxa de juro para os 11,75% no final do ano de 2007, o que compara com a previsão anterior que colocava a taxa de referência do Brasil nos 12%, segundo um inquérito realizado aos economistas a 22 de Dezembro.
A taxa de juro foi reduzida para os 13,25% dos 19,75% praticados em Setembro de 2005, com o Banco Central a tentar impulsionar o crescimento económico.
Os economistas prevêem agora que a taxa de juro seja fixada nos 11,75% no final do ano, menos do que anteriormente estimado uma vez que as previsões apontam para que a subida dos preços do consumidor abrande o crescimento.
As novas previsões apontam para que a inflação se situe nos 4,08% nos próximos 12 meses, o que compara com os 4,13% previstos anteriormente.
A contribuir para o abrandamento da subida da inflação está a valorização do real, que ao subir reduziu os custos das importações de bens. Desde Janeiro de 2003, altura em que Lula da Silva tomou posse como presidente, o real já valorizou 65%.
As previsões apontam para que a economia brasileira cresça 2,76%, este ano, e 3,5% em 2007.
Fortalecimento institucional é desafio para Mercosul em 2007
PORTO ALEGRE - O encerramento de um longo ciclo eleitoral na América Latina chegou ao fim apontando boas perspectivas para a ampliação e o fortalecimento do Mercosul em 2007. Mas não serão poucos os desafios pela frente para que essa possibilidade torne-se realidade. Ao final de 2006, o bloco sul-americano vive um período decisivo, marcado por oportunidades concretas de ampliação e por problemas graves que exigem o encaminhamento de soluções. Um dos mais sérios é a crise que afeta as relações entre Argentina e Uruguai em torno das fábricas de celulose. Nos últimos meses, a temperatura política e diplomática entre os dois países subiu muito mais do que seria desejável para dois parceiros de um projeto de integração regional. Até agora, os ainda frágeis espaços institucionais do Mercosul não foram capazes de diminuir essa temperatura. Durante 2006, autoridades uruguaias falaram várias vezes em deixar o bloco. Blefe ou realidade?
No dia 19 de dezembro, a ministra da Economia da Argentina, Felisa Miceli, disse que o Uruguai deveria decidir se gosta ou não do Mercosul. “Não dá para saber para qual o lado o Uruguai irá. Não vamos dar nada a eles, mas tampouco vamos expulsá-los. Eles é que vão ter que escolher”, disse Miceli. A ministra argentina reafirmou que os países do Mercosul não aceitarão que o Uruguai assine um acordo de livre comércio com os EUA, sem consultar os demais países do bloco sobre os termos de um eventual acordo. Segundo ela, o governo uruguaio não tem uma posição unificada sobre este tema. De um lado, estaria o grupo liderado pelo ministro da Fazenda, Danilo Astori, favorável a um acordo com o governo dos EUA. De outro, estaria o grupo representado pelo chanceler Reinaldo Gargano, que defende o fortalecimento do Mercosul. “Não é a mesma coisa falar com Astori e falar com Gargano”, assinalou.
A “guerra da celulose”O descontentamento aberto do Uruguai com os rumos do Mercosul vem desde meados de 2005, quando eclodiu a disputa com a Argentina em torno das fábricas de celulose à beira do rio Uruguai. O pivô do conflito envolve a construção de uma grande fábrica de celulose no município uruguaio de Fray Bentos, na fronteira com a Argentina. Os argentinos protestaram contra a fábrica, alegando que ela pode causar uma tragédia ambiental na região. O governo uruguaio, por sua vez, defende a obra, dizendo que ela representa o maior investimento que o país recebeu nos últimos anos, com capacidade para criar milhares de empregos. Com a economia enfraquecida por quase duas décadas de crise e estagnação econômica, o Uruguai argumenta que não está em condições de escolher investimentos e que a fábrica está sendo construída cercada por todos cuidados ambientais. De lá para cá, essa disputa já provocou bloqueio de estradas e tiroteios verbais entre os dois países.
No mesmo dia em que a ministra argentina questionava a posição do país vizinho, o vice-presidente do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, afirmou que o Uruguai não pode sair do Mercosul porque muitos empresários de seu país exportam para membros do bloco. O Uruguai exporta hoje para o Mercosul cerca de US$ 850 milhões por ano. “Temos problemas com a integração, não por ação nossa nem culpa nossa, mas pelas circunstâncias que foram assim”, assinalou Novoa. “Todos sabemos que o Mercosul não está bem”, acrescentou, ressaltando que os problemas do Uruguai não são com todo o bloco regional, mas basicamente com a Argentina e o Brasil. Em busca de alternativas, o Uruguai vem procurando aprofundar seus laços comerciais com outros países da região. As exportações uruguaias para a Venezuela, por exemplo, aumentaram de US$ 30 milhões para US$ 150 milhões nos últimos dois anos.
O ingresso da Bolívia
Mas nem só de problemas vive o Mercosul. Depois do ingresso da Venezuela como membro-pleno do bloco, agora é a vez da Bolívia. O presidente Evo Morales já enviou ao governo brasileiro, que preside atualmente o Mercosul, um pedido formar de ingresso pleno de seu país. A intenção da Bolívia já conta com o apoio dos cinco sócios do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela). Desde 1996, a Bolívia e o Chile fecharam acordos de livre comércio com o Mercosul, desfrutando atualmente do status de membros associados. No dia 18 de janeiro de 2007, durante visita oficial de Evo Morales ao Brasil, deverá ocorrer a primeira reunião do grupo de trabalho do Mercosul que analisará a proposta boliviana. Mesmo com seu ingresso no Mercosul, a Bolívia pretende permanecer ligada à Comunidade Andina de Nações (CAN). Para o chanceler brasileiro, Celso Amorim, não há incompatibilidade nessa decisão, uma vez que o Mercosul já firmou um acordo de livre-comércio com a CAN.
A consolidação do ingresso de Venezuela e Bolívia no Mercosul é vital para o fortalecimento do bloco e para a criação de uma política energética integrada na região. As reservas de gás e petróleo destes dois países podem representar um gigantesco passo nesta direção, mas o caminho para chegar aí ainda é longo. O episódio da nacionalização das reservas de gás e petróleo da Bolívia mostrou que a ausência de espaços institucionais para a resolução de disputas é um grave problema a ser superado. Há um forte consenso em torno do diagnóstico que considera que a ampliação dos espaços institucionais nos processos de integração regional representa uma condição necessária, não só para uma efetiva integração, mas também para o fortalecimento da democracia na América do Sul. Neste sentido, a instalação do Parlamento do Mercosul, que começará a funcionar em março de 2007, em Montevidéu, foi um passo muito importante.
Parlamento e movimentos sociais
Cada um dos cinco membros plenos do Mercosul terá direito a indicar nove deputados, nove senadores e igual número de suplentes para compor o Parlamento, que não deverá se sobrepor aos congressos nacionais, mas sim trabalhar para tentar harmonizar, o máximo possível e de modo progressivo, as legislações nacionais em diversas áreas. Os primeiros deputados do Parlamento do Mercosul terão um mandato de quatro anos. A partir de 2011, haverá o início de um processo de eleição direta e a meta é que, em 2014, seja definido um dia para que toda a população dos países do Mercosul vote nos seus representantes para o parlamento do bloco. Uma outra novidade importante é a incorporação dos movimentos sociais, dos sindicatos e de organizações não-governamentais nos debates sobre o aprofundamento da integração. No mesmo dia em que era instalado o Parlamento, era realizada a primeira Cúpula Social do Mercosul.
Pela primeira vez, a reunião de movimentos sociais, ONGs, sindicatos e outras associações foi realizada no interior da estrutura institucional do Mercosul, por meio da coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República. Um documento final do encontro será apresentado como contribuição oficial da sociedade civil na próxima reunião de chefes de estado, marcada para janeiro de 2007. E as diferenças entre essas organizações e os governos da região não são pequenas, especialmente na área ambiental. Os projetos que prevêem grandes investimentos em obras de infra-estrutura, como hidrelétricas, estradas e gasodutos enfrentam uma série de críticas em função de seu possível impacto ambiental. Até agora, os canais de comunicação diretos entre a sociedade e os governos são escassos. A criação de espaços institucionais é também aqui apontada como uma condição para que esse debate avance. Talvez esse seja o principal desafio do Mercosul para o próximo período.
No dia 19 de dezembro, a ministra da Economia da Argentina, Felisa Miceli, disse que o Uruguai deveria decidir se gosta ou não do Mercosul. “Não dá para saber para qual o lado o Uruguai irá. Não vamos dar nada a eles, mas tampouco vamos expulsá-los. Eles é que vão ter que escolher”, disse Miceli. A ministra argentina reafirmou que os países do Mercosul não aceitarão que o Uruguai assine um acordo de livre comércio com os EUA, sem consultar os demais países do bloco sobre os termos de um eventual acordo. Segundo ela, o governo uruguaio não tem uma posição unificada sobre este tema. De um lado, estaria o grupo liderado pelo ministro da Fazenda, Danilo Astori, favorável a um acordo com o governo dos EUA. De outro, estaria o grupo representado pelo chanceler Reinaldo Gargano, que defende o fortalecimento do Mercosul. “Não é a mesma coisa falar com Astori e falar com Gargano”, assinalou.
A “guerra da celulose”O descontentamento aberto do Uruguai com os rumos do Mercosul vem desde meados de 2005, quando eclodiu a disputa com a Argentina em torno das fábricas de celulose à beira do rio Uruguai. O pivô do conflito envolve a construção de uma grande fábrica de celulose no município uruguaio de Fray Bentos, na fronteira com a Argentina. Os argentinos protestaram contra a fábrica, alegando que ela pode causar uma tragédia ambiental na região. O governo uruguaio, por sua vez, defende a obra, dizendo que ela representa o maior investimento que o país recebeu nos últimos anos, com capacidade para criar milhares de empregos. Com a economia enfraquecida por quase duas décadas de crise e estagnação econômica, o Uruguai argumenta que não está em condições de escolher investimentos e que a fábrica está sendo construída cercada por todos cuidados ambientais. De lá para cá, essa disputa já provocou bloqueio de estradas e tiroteios verbais entre os dois países.
No mesmo dia em que a ministra argentina questionava a posição do país vizinho, o vice-presidente do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, afirmou que o Uruguai não pode sair do Mercosul porque muitos empresários de seu país exportam para membros do bloco. O Uruguai exporta hoje para o Mercosul cerca de US$ 850 milhões por ano. “Temos problemas com a integração, não por ação nossa nem culpa nossa, mas pelas circunstâncias que foram assim”, assinalou Novoa. “Todos sabemos que o Mercosul não está bem”, acrescentou, ressaltando que os problemas do Uruguai não são com todo o bloco regional, mas basicamente com a Argentina e o Brasil. Em busca de alternativas, o Uruguai vem procurando aprofundar seus laços comerciais com outros países da região. As exportações uruguaias para a Venezuela, por exemplo, aumentaram de US$ 30 milhões para US$ 150 milhões nos últimos dois anos.
O ingresso da Bolívia
Mas nem só de problemas vive o Mercosul. Depois do ingresso da Venezuela como membro-pleno do bloco, agora é a vez da Bolívia. O presidente Evo Morales já enviou ao governo brasileiro, que preside atualmente o Mercosul, um pedido formar de ingresso pleno de seu país. A intenção da Bolívia já conta com o apoio dos cinco sócios do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela). Desde 1996, a Bolívia e o Chile fecharam acordos de livre comércio com o Mercosul, desfrutando atualmente do status de membros associados. No dia 18 de janeiro de 2007, durante visita oficial de Evo Morales ao Brasil, deverá ocorrer a primeira reunião do grupo de trabalho do Mercosul que analisará a proposta boliviana. Mesmo com seu ingresso no Mercosul, a Bolívia pretende permanecer ligada à Comunidade Andina de Nações (CAN). Para o chanceler brasileiro, Celso Amorim, não há incompatibilidade nessa decisão, uma vez que o Mercosul já firmou um acordo de livre-comércio com a CAN.
A consolidação do ingresso de Venezuela e Bolívia no Mercosul é vital para o fortalecimento do bloco e para a criação de uma política energética integrada na região. As reservas de gás e petróleo destes dois países podem representar um gigantesco passo nesta direção, mas o caminho para chegar aí ainda é longo. O episódio da nacionalização das reservas de gás e petróleo da Bolívia mostrou que a ausência de espaços institucionais para a resolução de disputas é um grave problema a ser superado. Há um forte consenso em torno do diagnóstico que considera que a ampliação dos espaços institucionais nos processos de integração regional representa uma condição necessária, não só para uma efetiva integração, mas também para o fortalecimento da democracia na América do Sul. Neste sentido, a instalação do Parlamento do Mercosul, que começará a funcionar em março de 2007, em Montevidéu, foi um passo muito importante.
Parlamento e movimentos sociais
Cada um dos cinco membros plenos do Mercosul terá direito a indicar nove deputados, nove senadores e igual número de suplentes para compor o Parlamento, que não deverá se sobrepor aos congressos nacionais, mas sim trabalhar para tentar harmonizar, o máximo possível e de modo progressivo, as legislações nacionais em diversas áreas. Os primeiros deputados do Parlamento do Mercosul terão um mandato de quatro anos. A partir de 2011, haverá o início de um processo de eleição direta e a meta é que, em 2014, seja definido um dia para que toda a população dos países do Mercosul vote nos seus representantes para o parlamento do bloco. Uma outra novidade importante é a incorporação dos movimentos sociais, dos sindicatos e de organizações não-governamentais nos debates sobre o aprofundamento da integração. No mesmo dia em que era instalado o Parlamento, era realizada a primeira Cúpula Social do Mercosul.
Pela primeira vez, a reunião de movimentos sociais, ONGs, sindicatos e outras associações foi realizada no interior da estrutura institucional do Mercosul, por meio da coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República. Um documento final do encontro será apresentado como contribuição oficial da sociedade civil na próxima reunião de chefes de estado, marcada para janeiro de 2007. E as diferenças entre essas organizações e os governos da região não são pequenas, especialmente na área ambiental. Os projetos que prevêem grandes investimentos em obras de infra-estrutura, como hidrelétricas, estradas e gasodutos enfrentam uma série de críticas em função de seu possível impacto ambiental. Até agora, os canais de comunicação diretos entre a sociedade e os governos são escassos. A criação de espaços institucionais é também aqui apontada como uma condição para que esse debate avance. Talvez esse seja o principal desafio do Mercosul para o próximo período.
AL deve investir em educação para não ficar para trás, diz chefe da Cepal
O argentino Machinea alertou que, se os países latino-americanos não avançarem nesses campos, a região ficará atrasada no cenário mundial frente a outras nações emergentes. Destacou, entretanto, que nos últimos anos houve significativos avanços na área social.
O secretário-executivo da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) afirmou que estes países, cujas economias cresceram em conjunto 5,3% em 2006, devem aproveitar o bom momento dos preços das matérias-primas que exportam para consolidar um crescimento sustentável.
"Se não formos capazes de dar o salto qualitativo qualificando mais os recursos, com melhor infra-estrutura e inovando mais do que no passado, vai ser muito difícil que possamos disputar a corrida mundial, pois há muitos países que estão fazendo isso, na Ásia e na Europa Oriental", indicou o ex-ministro da Economia da Argentina.
"Se não avançarmos neste processo muito fortemente, ficaremos em uma situação complicada. Acho que, nesse sentido, a América Latina está ficando atrasada no mundo", advertiu.
Machinea disse que, apesar de a América Latina e o Caribe terem crescido em 2006 pelo quarto ano consecutivo, o nó econômico ainda não foi desfeito porque não estão sendo feitos investimentos de forma crescente em recursos humanos e físicos.
No entanto, destacou que, na area social, têm havido importantes avanços, como um aumento da despesa social de 40% por habitante entre o começo dos anos 90 e 2003.
"Nesta área há programas mais eficientes do que os que tínhamos há 10 ou 15 anos. Embora ainda haja muito a ser feito, estamos gastando mais dinheiro e estamos gastando um pouco melhor do que no passado", disse.
Machinea defendeu a criação de mecanismos mais transparentes e universais de proteção social, especialmente em questões como saúde, previdência e pobreza extrema.
Segundo os dados da Cepal, a pobreza atinge 205 milhões na América Latina e no Caribe. O número equivale a 38,5% da população.
Isso representa uma melhora em relação aos 39,8% de 2005.
Machinea destacou ainda que o crescimento dos dois últimos anos ajudou a região a avançar no cumprimento do primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas: a erradicação da pobreza extrema e da fome até 2015.
"Essa é uma boa notícia. A região progrediu em 64% na redução da pobreza, e o tempo transcorrido foi de 60%. Até agora, só cumpriram a meta Chile e Brasil, mas há vários países com chances de cumprir se mantiverem alguns programas sociais e as taxas de crescimento", avaliou.
José Luis Machinea descartou a possibilidade de que a eleição de uma série de Governos de esquerda na região gere instabilidade.
"Sinceramente, se estes Governos demonstraram algo em todo este tempo é que são muito responsáveis. Do ponto de vista fiscal, o gasto público na região não aumentou quase nada em comparação com a receita, ao contrário do que acontecia nos anos 90 quando, teoricamente, pessoas mais responsáveis governavam", disse.
"Acho que os Governos foram mais responsáveis do ponto de vista macroeconômico. Falar de populismo na região é um exagero absoluto e total".
Machinea pediu que a análise seja feita caso a caso, e que os fatos sejam bem avaliados antes que sejam tiradas conclusões precipitadas.
No caso da Venezuela, destacou que apesar de o presidente Hugo Chávez ter um discurso forte, "ninguém pode negar que, do ponto de vista fiscal, até agora (seu Governo) tem sido bastante razoável, e há muitos programas sociais realmente efetivos".
Machinea, no entanto, mostrou-se pessimista sobre a integração da região, especialmente na América do Sul.
"O processo caminha em ritmo lento, em alguns casos houve retrocessos. A América Central está indo melhor do que a América do Sul", disse, pedindo ações concretas para levar à prática a vontade política de integração. EFE mw ep
O secretário-executivo da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) afirmou que estes países, cujas economias cresceram em conjunto 5,3% em 2006, devem aproveitar o bom momento dos preços das matérias-primas que exportam para consolidar um crescimento sustentável.
"Se não formos capazes de dar o salto qualitativo qualificando mais os recursos, com melhor infra-estrutura e inovando mais do que no passado, vai ser muito difícil que possamos disputar a corrida mundial, pois há muitos países que estão fazendo isso, na Ásia e na Europa Oriental", indicou o ex-ministro da Economia da Argentina.
"Se não avançarmos neste processo muito fortemente, ficaremos em uma situação complicada. Acho que, nesse sentido, a América Latina está ficando atrasada no mundo", advertiu.
Machinea disse que, apesar de a América Latina e o Caribe terem crescido em 2006 pelo quarto ano consecutivo, o nó econômico ainda não foi desfeito porque não estão sendo feitos investimentos de forma crescente em recursos humanos e físicos.
No entanto, destacou que, na area social, têm havido importantes avanços, como um aumento da despesa social de 40% por habitante entre o começo dos anos 90 e 2003.
"Nesta área há programas mais eficientes do que os que tínhamos há 10 ou 15 anos. Embora ainda haja muito a ser feito, estamos gastando mais dinheiro e estamos gastando um pouco melhor do que no passado", disse.
Machinea defendeu a criação de mecanismos mais transparentes e universais de proteção social, especialmente em questões como saúde, previdência e pobreza extrema.
Segundo os dados da Cepal, a pobreza atinge 205 milhões na América Latina e no Caribe. O número equivale a 38,5% da população.
Isso representa uma melhora em relação aos 39,8% de 2005.
Machinea destacou ainda que o crescimento dos dois últimos anos ajudou a região a avançar no cumprimento do primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas: a erradicação da pobreza extrema e da fome até 2015.
"Essa é uma boa notícia. A região progrediu em 64% na redução da pobreza, e o tempo transcorrido foi de 60%. Até agora, só cumpriram a meta Chile e Brasil, mas há vários países com chances de cumprir se mantiverem alguns programas sociais e as taxas de crescimento", avaliou.
José Luis Machinea descartou a possibilidade de que a eleição de uma série de Governos de esquerda na região gere instabilidade.
"Sinceramente, se estes Governos demonstraram algo em todo este tempo é que são muito responsáveis. Do ponto de vista fiscal, o gasto público na região não aumentou quase nada em comparação com a receita, ao contrário do que acontecia nos anos 90 quando, teoricamente, pessoas mais responsáveis governavam", disse.
"Acho que os Governos foram mais responsáveis do ponto de vista macroeconômico. Falar de populismo na região é um exagero absoluto e total".
Machinea pediu que a análise seja feita caso a caso, e que os fatos sejam bem avaliados antes que sejam tiradas conclusões precipitadas.
No caso da Venezuela, destacou que apesar de o presidente Hugo Chávez ter um discurso forte, "ninguém pode negar que, do ponto de vista fiscal, até agora (seu Governo) tem sido bastante razoável, e há muitos programas sociais realmente efetivos".
Machinea, no entanto, mostrou-se pessimista sobre a integração da região, especialmente na América do Sul.
"O processo caminha em ritmo lento, em alguns casos houve retrocessos. A América Central está indo melhor do que a América do Sul", disse, pedindo ações concretas para levar à prática a vontade política de integração. EFE mw ep
Economia: Brasil e Índia no centro das atenções
Muito se ouviu falar das chamadas economias Bric, e com razão. Agora que Japão, Estados Unidos e Europa estão oferecendo menos oportunidades de ganhar, iniciou-se uma caça às próximas fronteiras do capitalismo. As economias Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) foram descobertas há muito tempo mas ainda estão longe potencial máximo.
As ecomomias Bric (termo popularizado pelo documento de Goldman de 2003) são países com potencial para converter-se em economias dominantes e com boas possibilidades de transformar essa promessa em realidade. Daí se justifica o alvoroço.
Atualmente a China parece receber cerca de 90% da atenção. E graças à importância e caprichos dos preços do petróleo, Rússia parece atrair uma boa quantia de interesse.
Significa que o Brasil e a Índia precisam trabalhar ainda mais para chamar a atenção. Depois de tudo, em 40 anos todos têm o mesmo potencial para juntar-se ao Grupo dos Sete países mais industrializados. Talvez a resposta para o Brasil e a Índia seja aprender um com o outro.
No momento a Índia é a quarta maior economia da Ásia. "O Brasil está onde a Índia se encontrava há 25 anos, em discussões políticas socialistas e com mercados deficientes", disse Maya Bhandari, economista para Lombard Street Research Ltd. em Londres. "O momento de mudanças é agora."
SEMELHANÇAS
Certo, o Brasil e Índia não são em absoluto uma comparação perfeita. E devido a magnitude dos problemas da Índia - extrema pobreza, enorme burocracia e infra-estrutura pouco confiável - os políticos de Nova Déli parecem ter muito que aprender.
No entanto, eis algumas semelhanças que valem a pena explorar, e não só porque Brasil e Índia são economias Bric. Em uma pesquisa de maio, por exemplo, o economista Jorgen Dige Pedersen da Universidade de Aarhus da Dinamarca descobriu o fato de que ambas expandiram no início de 90.
Bhandari disse que ambas têm um enorme potencial de crescimento sustentado por vastos recursos naturais e mão-de-obra, mercado de consumidores de classe média potencialmente fortes e a possibilidade de receber grandes investimentos no futuro.
O Brasil e a Índia dependem mais da agricultura do que a média mundial, que Bhandari estabelece em 3,5% do Produto Interno Bruto por valor agregado. Em 2005, a dependência do Brasil da agricultura era de 10% frente aos 19% da Índia. Ambas são vítimas da desigualdade social extrema, históricos de governos com doutrinas socialistas, transição difícil à democracia e desanimadores desafios educacionais.
DIFERENÇAS, TAMBÉM
E, naturalmente, existem fatos que a Índia pode aprender com o Brasil, como o uso de metas inflacionárias para evitar um super-aquecimento da economia e conseguir controle da política social.
No entanto, as diferenças pareciam maiores na semana passada, quando Brasil e Índia anunciaram seu PIB. O Brasil cresceu 3,2% no terceiro trimestre. Apesar do índice ser considerável para uma economia que não pertence ao G-7, não o é para uma economia em desenvolvimento que combate a pobreza. No dia 29 de novembro o banco central do Brasil diminuiu a taxa de juros de referência ao menor nível em 20 anos.
O banco central da Índia tem um problema inverso, após a notícia de que o crescimento se acelerou para 9,2% no mesmo período. Economistas de Mumbai estão falando de um aumento nas taxas por parte do banco central que seria o quarto este ano.
MUDANÇAS NECESSÁRIAS
As expectativas a longo prazo ainda são difíceis. O crescimento brasileiro registrou uma média de 2,5% nos últimos 10 anos em comparação aos 6,2% da Índia.
Isso não é motivo para diminuir os méritos do Brasil desde 1999: um controle maior da inflação e, em menor grau, da dívida pública. "Mas uma comparação com a Índia é construtiva", disse Bhandari.
Pelo menos poderia fazer com que os governantes de Brasília levem mais a sério a economia. Bhandari destaca que a conta de investimento no PIB do Brasil é de 19%, muito abaixo do nível da Índia (de 30%) e da média mundial de 20%. O consumo do governo representa 20% do PIB do Brasil frente aos 11% da Índia.
Como sugestões para aquecer o Brasil, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos cita três: uma política fiscal mais eficiente, um setor empresarial mais competitivo e melhora nas condições de trabalho e capacitação. Duas mudanças de política lideram a lista de desejos de Bhandari: injetar estímulo monetário à economia e distanciar-se do socialismo econômico.
Talvez a principal característica que o Brasil e a Índia compartilham é que ambas são consideradas superpotências. Como tais, virarão alvos das atenções tanto de investidores como de executivos de todo o mundo.
Essa dinâmica significa tanto oportunidades como riscos. É momento para que os responsáveis políticos do Brasil e da Índia ofereçam resultados para demonstrar que suas economias são capazes de acolher maiores fluxos de capital.
As ecomomias Bric (termo popularizado pelo documento de Goldman de 2003) são países com potencial para converter-se em economias dominantes e com boas possibilidades de transformar essa promessa em realidade. Daí se justifica o alvoroço.
Atualmente a China parece receber cerca de 90% da atenção. E graças à importância e caprichos dos preços do petróleo, Rússia parece atrair uma boa quantia de interesse.
Significa que o Brasil e a Índia precisam trabalhar ainda mais para chamar a atenção. Depois de tudo, em 40 anos todos têm o mesmo potencial para juntar-se ao Grupo dos Sete países mais industrializados. Talvez a resposta para o Brasil e a Índia seja aprender um com o outro.
No momento a Índia é a quarta maior economia da Ásia. "O Brasil está onde a Índia se encontrava há 25 anos, em discussões políticas socialistas e com mercados deficientes", disse Maya Bhandari, economista para Lombard Street Research Ltd. em Londres. "O momento de mudanças é agora."
SEMELHANÇAS
Certo, o Brasil e Índia não são em absoluto uma comparação perfeita. E devido a magnitude dos problemas da Índia - extrema pobreza, enorme burocracia e infra-estrutura pouco confiável - os políticos de Nova Déli parecem ter muito que aprender.
No entanto, eis algumas semelhanças que valem a pena explorar, e não só porque Brasil e Índia são economias Bric. Em uma pesquisa de maio, por exemplo, o economista Jorgen Dige Pedersen da Universidade de Aarhus da Dinamarca descobriu o fato de que ambas expandiram no início de 90.
Bhandari disse que ambas têm um enorme potencial de crescimento sustentado por vastos recursos naturais e mão-de-obra, mercado de consumidores de classe média potencialmente fortes e a possibilidade de receber grandes investimentos no futuro.
O Brasil e a Índia dependem mais da agricultura do que a média mundial, que Bhandari estabelece em 3,5% do Produto Interno Bruto por valor agregado. Em 2005, a dependência do Brasil da agricultura era de 10% frente aos 19% da Índia. Ambas são vítimas da desigualdade social extrema, históricos de governos com doutrinas socialistas, transição difícil à democracia e desanimadores desafios educacionais.
DIFERENÇAS, TAMBÉM
E, naturalmente, existem fatos que a Índia pode aprender com o Brasil, como o uso de metas inflacionárias para evitar um super-aquecimento da economia e conseguir controle da política social.
No entanto, as diferenças pareciam maiores na semana passada, quando Brasil e Índia anunciaram seu PIB. O Brasil cresceu 3,2% no terceiro trimestre. Apesar do índice ser considerável para uma economia que não pertence ao G-7, não o é para uma economia em desenvolvimento que combate a pobreza. No dia 29 de novembro o banco central do Brasil diminuiu a taxa de juros de referência ao menor nível em 20 anos.
O banco central da Índia tem um problema inverso, após a notícia de que o crescimento se acelerou para 9,2% no mesmo período. Economistas de Mumbai estão falando de um aumento nas taxas por parte do banco central que seria o quarto este ano.
MUDANÇAS NECESSÁRIAS
As expectativas a longo prazo ainda são difíceis. O crescimento brasileiro registrou uma média de 2,5% nos últimos 10 anos em comparação aos 6,2% da Índia.
Isso não é motivo para diminuir os méritos do Brasil desde 1999: um controle maior da inflação e, em menor grau, da dívida pública. "Mas uma comparação com a Índia é construtiva", disse Bhandari.
Pelo menos poderia fazer com que os governantes de Brasília levem mais a sério a economia. Bhandari destaca que a conta de investimento no PIB do Brasil é de 19%, muito abaixo do nível da Índia (de 30%) e da média mundial de 20%. O consumo do governo representa 20% do PIB do Brasil frente aos 11% da Índia.
Como sugestões para aquecer o Brasil, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos cita três: uma política fiscal mais eficiente, um setor empresarial mais competitivo e melhora nas condições de trabalho e capacitação. Duas mudanças de política lideram a lista de desejos de Bhandari: injetar estímulo monetário à economia e distanciar-se do socialismo econômico.
Talvez a principal característica que o Brasil e a Índia compartilham é que ambas são consideradas superpotências. Como tais, virarão alvos das atenções tanto de investidores como de executivos de todo o mundo.
Essa dinâmica significa tanto oportunidades como riscos. É momento para que os responsáveis políticos do Brasil e da Índia ofereçam resultados para demonstrar que suas economias são capazes de acolher maiores fluxos de capital.
Economia para pagar juros cai em novembro
O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) conseguiu fazer uma economia de R$ 5,605 bilhões no mês passado. O superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) representa uma queda de 46,44% na comparação com o mês anterior (R$ 10,466 bilhões).
Essa queda é decorrência do aumento dos gastos no final do ano. No mês passado, os servidores do Legislativo e Judiciário já receberam o 13.º salário, por exemplo. Neste mês o governo deverá registrar déficit. Em relação a novembro do ano passado, o resultado é 57,9% maior.
O resultado de novembro é formado pelo resultado negativo do governo central, de R$ 76 milhões, e pelos superávits dos governos regionais, R$ 2,567 bilhões, e das estatais, de R$ 3,115 bilhões. O superávit não foi suficiente para arcar com todos os gastos com juros no mês de novembro, que somaram R$ 12,124 bilhões. Com isso, o déficit nominal – receitas menos despesas, incluindo gastos com juros – foi de R$ 6,519 bilhões no mês passado.
No acumulado do ano, o superávit está em R$ 96,597 bilhões, o equivalente a 5,09% no Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado a economia feita pelo governo estava em 5,60%. Já no acumulado dos 12 meses encerrados em setembro, o superávit passou de 4,33% do PIB em outubro para 4,41%.
Até novembro, o governo central colaborou com um superávit de R$ 57,115 bilhões. Já os governos regionais tiveram um resultado positivo de R$ 21,728 bilhões e as estatais, de R$ 17,754 bilhões.
No mesmo período, o pagamento de juros somou R$ 147,035 bilhões. Com isso, o déficit nominal acumulado está em R$ 50,438 bilhões, o equivalente a 2,66% do PIB. A meta para este ano do setor público consolidado é de um superávit primário de 4,25%.
A dívida líquida do setor público em relação ao PIB deverá apresentar queda pelo terceiro ano consecutivo. Neste ano, a previsão é que ela chegue a 50,2%, contra 51,5% em dezembro do ano passado. Em 2004 era de 51,7% e 57,2% no ano anterior.
Essa queda é decorrência do aumento dos gastos no final do ano. No mês passado, os servidores do Legislativo e Judiciário já receberam o 13.º salário, por exemplo. Neste mês o governo deverá registrar déficit. Em relação a novembro do ano passado, o resultado é 57,9% maior.
O resultado de novembro é formado pelo resultado negativo do governo central, de R$ 76 milhões, e pelos superávits dos governos regionais, R$ 2,567 bilhões, e das estatais, de R$ 3,115 bilhões. O superávit não foi suficiente para arcar com todos os gastos com juros no mês de novembro, que somaram R$ 12,124 bilhões. Com isso, o déficit nominal – receitas menos despesas, incluindo gastos com juros – foi de R$ 6,519 bilhões no mês passado.
No acumulado do ano, o superávit está em R$ 96,597 bilhões, o equivalente a 5,09% no Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período do ano passado a economia feita pelo governo estava em 5,60%. Já no acumulado dos 12 meses encerrados em setembro, o superávit passou de 4,33% do PIB em outubro para 4,41%.
Até novembro, o governo central colaborou com um superávit de R$ 57,115 bilhões. Já os governos regionais tiveram um resultado positivo de R$ 21,728 bilhões e as estatais, de R$ 17,754 bilhões.
No mesmo período, o pagamento de juros somou R$ 147,035 bilhões. Com isso, o déficit nominal acumulado está em R$ 50,438 bilhões, o equivalente a 2,66% do PIB. A meta para este ano do setor público consolidado é de um superávit primário de 4,25%.
A dívida líquida do setor público em relação ao PIB deverá apresentar queda pelo terceiro ano consecutivo. Neste ano, a previsão é que ela chegue a 50,2%, contra 51,5% em dezembro do ano passado. Em 2004 era de 51,7% e 57,2% no ano anterior.
Brasil tem metas para reduzir a perda de biodiversidade
A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) aprovou, nesta quinta-feira (21), um conjunto de metas para que o Brasil reduza a perda de sua biodiversidade até 2010. A iniciativa é inédita no país e deve influenciar a elaboração do próximo Plano Plurianual (PPA), que conterá orientações para os orçamentos anuais da União de 2008 a 2011. As metas se tornarão um instrumento de políticas públicas. Elas poderão direcionar as ações do governo e da sociedade civil, avaliou o gerente de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias.
A partir das deliberações da Conabio, o país trabalhará para acabar com o desmatamento na Mata Atlântica, reduzir a taxa em 75% na Amazônia e em 50% nos demais biomas até 2010, considerando 2002 como ano base. Todas as espécies ameaçadas de extinção, reconhecidas oficialmente, deverão ser alvo de planos de ação e grupos ativos de assessoramento. Outra meta define que, nos próximos quatro anos, o Brasil deverá garantir que 60% da diversidade genética dos seus parentes silvestres de plantas cultivadas, de 10 gêneros prioritários, sejam conservados na natureza e fora dela desses 10, sete já foram estudados: o algodão, o amendoim, o arroz, o grupo das abóboras, a mandioca, o milho e a pupunha. Há ainda uma meta que determina que 30% dos produtos não-madeireiros deverão ser certificados, garantindo que a origem seja de fontes manejadas de forma sustentável.
Ao todo, são 49 metas, definidas a partir de sugestões de especialistas, apresentadas num seminário promovido pela Conabio em outubro. No seminário, foram apresentados dados sobre o cenário atual da biodiversidade e previsões otimistas e pessimistas para 2010. As metas tratam da conservação e proteção da biodiversidade, do uso sustentável dos recursos naturais e repartição eqüitativa dos benefícios gerados a partir deles e de conhecimentos tradicionais.
Com a definição das metas, o Brasil preenche uma lacuna presente no seu 3º Relatório Nacional, entregue à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Na elaboração do documento, optou-se por não incluir as metas nacionais de biodiversidade até que estudos e levantamentos contratados pelo Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio), com diagnósticos das espécies exóticas invasoras e mapeamentos dos remanescentes dos biomas fossem concluídos. Com os resultados desses estudos, o processo de definição de metas iniciou, levando em conta as decisões da própria CDB sobre a estrutura e objetivos de um plano estratégico para a conservação.
As Metas para a Biodiversidade até 2010 permitirão que o país avance no cumprimento da sua Agenda de Ações Prioritárias. Lançada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, essa agenda orientará o Brasil até o final do seu mandato na presidênicia da CDB - em 2008, quando será realizada a próxima Conferência das Partes da CDB, na Alemanha.
Essa foi a 12ª reunião extraordinária da comissão e marcou o encerramento dos trabalhos em 2006. No primeiro dia de encontro, os integrantes da Conabio aprovaram a minuta do texto da portaria sobre a Atualização das Áreas Prioritárias para Conservação, Utilização Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira, que deverá ser assinada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O trabalho, cujo conteúdo envolve todos os biomas do país, apontou como prioritária uma área equivalente a cerca de 8,6 milhões de Km² do território brasileiro. Na abertura da reunião, na quarta-feira (20), o Ministério do Meio Ambiente lançou o Portal Brasileiro sobre Biodiversidade, o PortalBio, e os Mapas de Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros.
A partir das deliberações da Conabio, o país trabalhará para acabar com o desmatamento na Mata Atlântica, reduzir a taxa em 75% na Amazônia e em 50% nos demais biomas até 2010, considerando 2002 como ano base. Todas as espécies ameaçadas de extinção, reconhecidas oficialmente, deverão ser alvo de planos de ação e grupos ativos de assessoramento. Outra meta define que, nos próximos quatro anos, o Brasil deverá garantir que 60% da diversidade genética dos seus parentes silvestres de plantas cultivadas, de 10 gêneros prioritários, sejam conservados na natureza e fora dela desses 10, sete já foram estudados: o algodão, o amendoim, o arroz, o grupo das abóboras, a mandioca, o milho e a pupunha. Há ainda uma meta que determina que 30% dos produtos não-madeireiros deverão ser certificados, garantindo que a origem seja de fontes manejadas de forma sustentável.
Ao todo, são 49 metas, definidas a partir de sugestões de especialistas, apresentadas num seminário promovido pela Conabio em outubro. No seminário, foram apresentados dados sobre o cenário atual da biodiversidade e previsões otimistas e pessimistas para 2010. As metas tratam da conservação e proteção da biodiversidade, do uso sustentável dos recursos naturais e repartição eqüitativa dos benefícios gerados a partir deles e de conhecimentos tradicionais.
Com a definição das metas, o Brasil preenche uma lacuna presente no seu 3º Relatório Nacional, entregue à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Na elaboração do documento, optou-se por não incluir as metas nacionais de biodiversidade até que estudos e levantamentos contratados pelo Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio), com diagnósticos das espécies exóticas invasoras e mapeamentos dos remanescentes dos biomas fossem concluídos. Com os resultados desses estudos, o processo de definição de metas iniciou, levando em conta as decisões da própria CDB sobre a estrutura e objetivos de um plano estratégico para a conservação.
As Metas para a Biodiversidade até 2010 permitirão que o país avance no cumprimento da sua Agenda de Ações Prioritárias. Lançada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, essa agenda orientará o Brasil até o final do seu mandato na presidênicia da CDB - em 2008, quando será realizada a próxima Conferência das Partes da CDB, na Alemanha.
Essa foi a 12ª reunião extraordinária da comissão e marcou o encerramento dos trabalhos em 2006. No primeiro dia de encontro, os integrantes da Conabio aprovaram a minuta do texto da portaria sobre a Atualização das Áreas Prioritárias para Conservação, Utilização Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira, que deverá ser assinada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O trabalho, cujo conteúdo envolve todos os biomas do país, apontou como prioritária uma área equivalente a cerca de 8,6 milhões de Km² do território brasileiro. Na abertura da reunião, na quarta-feira (20), o Ministério do Meio Ambiente lançou o Portal Brasileiro sobre Biodiversidade, o PortalBio, e os Mapas de Cobertura Vegetal dos Biomas Brasileiros.
CHANCELER ITALIANO VISITARÁ BRASIL, CHILE E PERU
O chanceler italiano, Massimo D'Alema, inicia nesta segunda-feira, em Santiago, uma visita a tres países latino-americanos (Chile, Brasil e Peru) e tem por objetivo concretizar a decisão do governo de Romano Prodi de transformar essa região em objetivo prioritário da politica exteior italiana.
Preparado por missões do subsecretário das Relações Exteriores para a América Latina, Donato di Santo, e do vice-ministro para os Italianos no mundo, Franco Danieli, a viagem permitirá a D'Alema reiterar que a Itália deseja ser um ponto de referencia dos interesses dos países latino-americanos na Europa.
A agenda de D'Alema prevê encontros, nas respectivas capitais, com os presidentes do Chile, Michelle Bachelet, do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, e do Peru, Alan García.
No Palacio de la Moneda de Santiago, o ministro de Exteriores italiano será recebido por Bachelet, com quem analisara o estado das relações bilaterais e de quem conhecerá em detalhe os sentimentos de um país após a recente morte do ex-general chileno Augusto Pinochet.
Sucessivamente D'alema se reunirá com o ex-presidente Ricardo Lagos, a quem se lhe reconhece o merito de ter estimulado a estrategia de internacionalizar a economia chilena.
Em 31 de dezembro, ele será recebido no Palacio da Alvorada, em Brasília, pelo presidente Lula, nas vesperas de assumir seu segundo mandato presidencial no Brasil.
D'Alema também se encontrará com o chanceler brasileiro, Celso Amorim.
No Peru, o chanceler italiano se reunira com o presidente Alan García em 4 de janeiro, onde assinará um Acordo sobre a reestruturação da dívida peruana com a Itália de 68 milhões de dólares, que estará destinada a iniciativas de dsenvolvimento social. (ANSA)
Preparado por missões do subsecretário das Relações Exteriores para a América Latina, Donato di Santo, e do vice-ministro para os Italianos no mundo, Franco Danieli, a viagem permitirá a D'Alema reiterar que a Itália deseja ser um ponto de referencia dos interesses dos países latino-americanos na Europa.
A agenda de D'Alema prevê encontros, nas respectivas capitais, com os presidentes do Chile, Michelle Bachelet, do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, e do Peru, Alan García.
No Palacio de la Moneda de Santiago, o ministro de Exteriores italiano será recebido por Bachelet, com quem analisara o estado das relações bilaterais e de quem conhecerá em detalhe os sentimentos de um país após a recente morte do ex-general chileno Augusto Pinochet.
Sucessivamente D'alema se reunirá com o ex-presidente Ricardo Lagos, a quem se lhe reconhece o merito de ter estimulado a estrategia de internacionalizar a economia chilena.
Em 31 de dezembro, ele será recebido no Palacio da Alvorada, em Brasília, pelo presidente Lula, nas vesperas de assumir seu segundo mandato presidencial no Brasil.
D'Alema também se encontrará com o chanceler brasileiro, Celso Amorim.
No Peru, o chanceler italiano se reunira com o presidente Alan García em 4 de janeiro, onde assinará um Acordo sobre a reestruturação da dívida peruana com a Itália de 68 milhões de dólares, que estará destinada a iniciativas de dsenvolvimento social. (ANSA)
Brasil sobe posições em ranking do "IDH ambiental"
Um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) revelou que o Brasil subiu da posição 54ª para a 39ª no ranking "IDH ambiental" da ONU, um índice que considera as dimensões do ambiental e do desenvolvimento sustentável.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o trabalho, que incorporou o IDH tradicional ao Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA), desenvolvido por professores das universidades norte-americanas de Columbia e Yale.
Com as mesmas variáveis utilizadas pelas duas avaliações, o estudo deu ao País uma boa posição em função dos bons resultados na redução da poluição, na defesa dos interesses globais e na disponibilidade de água.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o trabalho, que incorporou o IDH tradicional ao Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA), desenvolvido por professores das universidades norte-americanas de Columbia e Yale.
Com as mesmas variáveis utilizadas pelas duas avaliações, o estudo deu ao País uma boa posição em função dos bons resultados na redução da poluição, na defesa dos interesses globais e na disponibilidade de água.
Brasil sobe posições em ranking do "IDH ambiental"
Um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) revelou que o Brasil subiu da posição 54ª para a 39ª no ranking "IDH ambiental" da ONU, um índice que considera as dimensões do ambiental e do desenvolvimento sustentável.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o trabalho, que incorporou o IDH tradicional ao Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA), desenvolvido por professores das universidades norte-americanas de Columbia e Yale.
Com as mesmas variáveis utilizadas pelas duas avaliações, o estudo deu ao País uma boa posição em função dos bons resultados na redução da poluição, na defesa dos interesses globais e na disponibilidade de água.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o trabalho, que incorporou o IDH tradicional ao Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA), desenvolvido por professores das universidades norte-americanas de Columbia e Yale.
Com as mesmas variáveis utilizadas pelas duas avaliações, o estudo deu ao País uma boa posição em função dos bons resultados na redução da poluição, na defesa dos interesses globais e na disponibilidade de água.
América Latina: Integração sem a Alca
O aparente fracasso definitivo da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca) gerou uma efervescência de movimentos no panorama da integração latino-americana. A Venezuela deu o primeiro passo ao fechar, em julho, uma negociação de apenas seis meses para fazer parte, como membro pleno, do Mercosul – bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai –, processo este que será totalmente encerrado em 2014.
O país entrou no Mercosul após anunciar que abandonava a Comunidade Andina de Nações (CAN) – integrada por Bolívia, Equador, Peru e Colômbia – por discordar dos tratados de livre-comércio entre estas duas últimas nações e os EUA, assinados em abril e novembro, respectivamente.
Ainda alegando oposição à política americana, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também retirou seu país do Grupo dos Três, do qual fazia parte junto com México e Colômbia.
Enquanto muitos apostavam numa crise na CAN por causa da saída da Venezuela, o Chile surpreendeu com sua decisão de voltar ao bloco andino, o qual tinha ajudado a fundar em 1969. O país havia se retirado do grupo em 1976, mas, em novembro de 2006, retornou como sócio, o mesmo status que tem no Mercosul.
PLANO B – Já México (que também pretende se associar à CAN), Colômbia, Peru e Chile – todos com tratados de livre comércio assinados com os EUA – se interessaram, nos últimos meses, pela idéia de criar a Associação Comercial Latino-Americana do Pacífico, uma nova zona de livre-comércio que reuniria cerca de 10 países, incluindo alguns da América Central, e abarcaria uma população total de quase 200 milhões de pessoas.
“Sem dúvida, todos os movimentos de aproximações comerciais observados na região estão relacionados, de alguma maneira, com o fracassado projeto da Alca”, diz Mauricio Claverí, da empresa de consultoria Abeceb, que destacou a mudança de estratégia dos Estados Unidos neste sentido.
Segundo o economista, os EUA “iniciaram um plano B para o continente, que consiste em avançar com acordos de livre-comércio bilaterais com os países que estiverem dispostos a aceitar suas regras de jogo”, de forma a deixar o Mercosul isolado. O TLC assinado com a América Central e os que estão em andamento com o Peru e a Colômbia são alguns dos primeiros frutos desta estratégia.
“Até mesmo a aproximação com o Uruguai obedece a esta metodologia, com a diferença de que, neste caso, os EUA estão atacando o coração do Mercosul”, declarou Claverí.
Para Eduardo Álvarez, economista-chefe da IES Consultores, “a existência de dois blocos com estratégias comerciais aparentemente diferentes parece ser uma realidade na América do Sul”.
“De um lado, temos os países do Pacífico, que, com economias mais abertas, tendem a se aliar aos EUA, em parte como reação frente ao Mercosul e à influência cada vez maior de Chávez. Do outro, há o Mercosul, com crescentes conflitos internos, e uma estratégia mais protecionista”, disse.
Rompimento – Apesar das claras divergências entre um bloco e outro, Álvarez e Claverí concordam que um rompimento comercial entre ambos é pouco provável.
Não há acordo, no entanto, sobre os efeitos que os tratados com os EUA podem ter.
“Qualquer acordo de livre-comércio entre um país grande e um pequeno traz benefícios para este último, desde que saiba aproveitar as oportunidades que a abertura de um mercado da magnitude do americano oferece”, afirmou Álvarez.
O economista apontou que “esta conclusão ganha força se for levada em conta a oposição dos setores econômicos internos americanos aos acordos provenientes”.
Resistências – “Pode ser que, em um futuro próximo, com uma maioria democrata no Congresso, as possibilidades de continuidade da série de acordos enfrentem crescentes resistências, que podem levar a uma redução no comércio, prejudicando principalmente os países da região”, advertiu.
Mas para Claverí, o efeito dos tratados de livre comércio com os EUA terá caráter estratégico, pois permitirá ao país americano impor “as leis e normas comerciais que reivindica na Organização Mundial do Comércio, especialmente no que diz respeito à propriedade intelectual na região”.
“Quanto aos países latino-americanos, a expectativa é conseguir mais acesso ao maior mercado do planeta. No entanto, mais de uma vez ficou demonstrado que os EUA não estão dispostos a tolerar um aumento significativo de exportações em seu mercado”, sustenta.
O país entrou no Mercosul após anunciar que abandonava a Comunidade Andina de Nações (CAN) – integrada por Bolívia, Equador, Peru e Colômbia – por discordar dos tratados de livre-comércio entre estas duas últimas nações e os EUA, assinados em abril e novembro, respectivamente.
Ainda alegando oposição à política americana, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também retirou seu país do Grupo dos Três, do qual fazia parte junto com México e Colômbia.
Enquanto muitos apostavam numa crise na CAN por causa da saída da Venezuela, o Chile surpreendeu com sua decisão de voltar ao bloco andino, o qual tinha ajudado a fundar em 1969. O país havia se retirado do grupo em 1976, mas, em novembro de 2006, retornou como sócio, o mesmo status que tem no Mercosul.
PLANO B – Já México (que também pretende se associar à CAN), Colômbia, Peru e Chile – todos com tratados de livre comércio assinados com os EUA – se interessaram, nos últimos meses, pela idéia de criar a Associação Comercial Latino-Americana do Pacífico, uma nova zona de livre-comércio que reuniria cerca de 10 países, incluindo alguns da América Central, e abarcaria uma população total de quase 200 milhões de pessoas.
“Sem dúvida, todos os movimentos de aproximações comerciais observados na região estão relacionados, de alguma maneira, com o fracassado projeto da Alca”, diz Mauricio Claverí, da empresa de consultoria Abeceb, que destacou a mudança de estratégia dos Estados Unidos neste sentido.
Segundo o economista, os EUA “iniciaram um plano B para o continente, que consiste em avançar com acordos de livre-comércio bilaterais com os países que estiverem dispostos a aceitar suas regras de jogo”, de forma a deixar o Mercosul isolado. O TLC assinado com a América Central e os que estão em andamento com o Peru e a Colômbia são alguns dos primeiros frutos desta estratégia.
“Até mesmo a aproximação com o Uruguai obedece a esta metodologia, com a diferença de que, neste caso, os EUA estão atacando o coração do Mercosul”, declarou Claverí.
Para Eduardo Álvarez, economista-chefe da IES Consultores, “a existência de dois blocos com estratégias comerciais aparentemente diferentes parece ser uma realidade na América do Sul”.
“De um lado, temos os países do Pacífico, que, com economias mais abertas, tendem a se aliar aos EUA, em parte como reação frente ao Mercosul e à influência cada vez maior de Chávez. Do outro, há o Mercosul, com crescentes conflitos internos, e uma estratégia mais protecionista”, disse.
Rompimento – Apesar das claras divergências entre um bloco e outro, Álvarez e Claverí concordam que um rompimento comercial entre ambos é pouco provável.
Não há acordo, no entanto, sobre os efeitos que os tratados com os EUA podem ter.
“Qualquer acordo de livre-comércio entre um país grande e um pequeno traz benefícios para este último, desde que saiba aproveitar as oportunidades que a abertura de um mercado da magnitude do americano oferece”, afirmou Álvarez.
O economista apontou que “esta conclusão ganha força se for levada em conta a oposição dos setores econômicos internos americanos aos acordos provenientes”.
Resistências – “Pode ser que, em um futuro próximo, com uma maioria democrata no Congresso, as possibilidades de continuidade da série de acordos enfrentem crescentes resistências, que podem levar a uma redução no comércio, prejudicando principalmente os países da região”, advertiu.
Mas para Claverí, o efeito dos tratados de livre comércio com os EUA terá caráter estratégico, pois permitirá ao país americano impor “as leis e normas comerciais que reivindica na Organização Mundial do Comércio, especialmente no que diz respeito à propriedade intelectual na região”.
“Quanto aos países latino-americanos, a expectativa é conseguir mais acesso ao maior mercado do planeta. No entanto, mais de uma vez ficou demonstrado que os EUA não estão dispostos a tolerar um aumento significativo de exportações em seu mercado”, sustenta.
Preso no Brasil o maior traficante de «ecstasy» do Mundo
Rio de Janeiro – El Al Yaoram, israelita, 35 anos, considerado como o maior traficante de «ecstasy» do Mundo, procurado pela Interpol há dois anos, foi detido este Sábado, 23 de Dezembro, no Rio de Janeiro. Os Estados Unidos já pediram a sua extradição.
Na manhã de sábado, 23 de Dezembro, foi capturado por agentes da Polícia Federal do Paraná em Ipanema, Rio de Janeiro, El Al Yoram, israelita de 35 anos, considerado como o maior traficante internacional de «ecstasy». Segundo a Policia Federal brasileira El Al Yaoram era procurado pelas polícias de Israel, Estados Unidos, Uruguai e Brasil. A operação de captura foi o resultado de uma investigação conjunta de policiais dos quatro países.Segundo as autoridades brasileiras Yoram é responsável pelo envio do maior carregamento de drogas da história dos Estados Unidos: um milhão e quatrocentos mil comprimidos de «ecstasy», que acabaram apreendidos pelo Departamento Antidrogas da polícia norte-americana, em 2004. Logo após esta apreensão recorde, El Al Yoram foi identificado e fugiu de Israel. No entanto Yoram parte para os Estados Unidos para tentar receber o dinheiro do carregamento apreendido onde acabou por ser acusado de extorsão. Daí, fugiu para o Uruguai onde, em 2005, foi capturado em Punta Del Este, todavia consegue escapar da prisão e segue para o Brasil e instala-se num apartamento em Ipanema.Durante uma semana dois agentes da Polícia Federal do Paraná no Rio de Janeiro seguiram os passos de Yoram, e na manhã deste sábado, quando o traficante passeava junto à praia de Ipanema, foi detido e imediatamente conduzido para a Superintendência da Policia Federal, para ser transferido nos próximos dias para a prisão de segurança máxima, em Catanduvas, no interior do Paraná, ou em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.Entretanto os Estados Unidos já solicitaram a extradição de El Al Yoram que há dois anos era procurado pela Interpol e pelo DEA (Agência de combate ao tráfico de drogas dos Estados Unidos) como o maior traficante de ecstasy do mundo.
Na manhã de sábado, 23 de Dezembro, foi capturado por agentes da Polícia Federal do Paraná em Ipanema, Rio de Janeiro, El Al Yoram, israelita de 35 anos, considerado como o maior traficante internacional de «ecstasy». Segundo a Policia Federal brasileira El Al Yaoram era procurado pelas polícias de Israel, Estados Unidos, Uruguai e Brasil. A operação de captura foi o resultado de uma investigação conjunta de policiais dos quatro países.Segundo as autoridades brasileiras Yoram é responsável pelo envio do maior carregamento de drogas da história dos Estados Unidos: um milhão e quatrocentos mil comprimidos de «ecstasy», que acabaram apreendidos pelo Departamento Antidrogas da polícia norte-americana, em 2004. Logo após esta apreensão recorde, El Al Yoram foi identificado e fugiu de Israel. No entanto Yoram parte para os Estados Unidos para tentar receber o dinheiro do carregamento apreendido onde acabou por ser acusado de extorsão. Daí, fugiu para o Uruguai onde, em 2005, foi capturado em Punta Del Este, todavia consegue escapar da prisão e segue para o Brasil e instala-se num apartamento em Ipanema.Durante uma semana dois agentes da Polícia Federal do Paraná no Rio de Janeiro seguiram os passos de Yoram, e na manhã deste sábado, quando o traficante passeava junto à praia de Ipanema, foi detido e imediatamente conduzido para a Superintendência da Policia Federal, para ser transferido nos próximos dias para a prisão de segurança máxima, em Catanduvas, no interior do Paraná, ou em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.Entretanto os Estados Unidos já solicitaram a extradição de El Al Yoram que há dois anos era procurado pela Interpol e pelo DEA (Agência de combate ao tráfico de drogas dos Estados Unidos) como o maior traficante de ecstasy do mundo.
Brasil sobe no ranking de países exportadores
O Brasil deve subir mais um degrau no ranking mundial de países exportadores, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. O país deve passar da 23ª para a 22ª posição. Em 2003, era o 27º da lista.Para impulsionar cada vez mais o comércio exterior, Furlan admitiu que o governo está estudando mudanças para minorar as perdas com o câmbio apreciado de alguns setores da economia, como calçados, móveis e têxteis."Saímos do 26º e subimos para o 23º lugar em 2005. Este ano talvez vamos ganhar uma posição", disse o ministro.Os seis primeiros colocados no ano passado foram: Alemanha, Estados Unidos, China, Japão, França e Holanda.Da Agência O Globo
Conmebol ignora Colômbia e apóia Brasil para 2014
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) decidiu ontem ignorar a candidatura da Colômbia e reiterou seu apoio ao Brasil na disputa para a sede da Copa do Mundo de 2014. Depois de reunião na última quarta-feira, em Assunção, no Paraguai, a entidade enviou um documento para a Federação Internacional de Futebol (Fifa) no qual reafirma considerar a candidatura brasileira como a única do continente. "Foi resolvido apoiar o Brasil para o ano de 2014, ratificando o que já havia sido votado anteriormente", revelou o vice-presidente da Conmebol, Eugenio Figueredo, lembrando da decisão da entidade tomada no começo deste ano. A Colômbia resolveu entrar na disputa e se inscreveu na eleição para sede do Mundial de 2014, que será na América do Sul, por conta do rodízio de continentes implantado pela Fifa. O país escolhido deverá ser anunciado em novembro de 2007. O documento enviado para a Fifa, apoiando exclusivamente o Brasil, contou com a assinatura de todas as federações filiadas à Conmebol, com exceção da Colômbia, que insiste com sua candidatura apesar da falta de respaldo. "Quero agradecer mais uma vez a demonstração de unidade mostrada pelos países integrantes da Conmebol. Estamos trabalhando incansavelmente, há mais de dois anos, para que o Brasil seja a sede da Copa de 2014, e para que isso se concretize se torna fundamental esse apoio que acabamos de ver ratificado", afirmou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que participou da reunião no Paraguai.
RISCO BRASIL ATINGE NOVA MÍNIMA HISTÓRICA: 194 PONTOS
O risco Brasil atingiu nova mínima histórica no início da tarde desta sexta-feira (22). O indicador, medido pelo Banco JP Morgan, chegou a 194 pontos-base acima dos treasuries, os títulos do tesouro norte-americano. A queda sobre o fechamento de quinta-feira (21) é de quase 4%. O risco médio da cesta de emergentes, conhecido como EMBI+, também caía, marcando 172 pontos.
Na terça-feira (19), o indicador rompeu pela primeira vez na história o piso de 200 pontos-básicos, chegando aos 199 pontos. O indicador é usado como um termômetro da confiança dos investidores estrangeiros no país. Depois de passar de 2 mil pontos em 2003, antes da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o risco brasileiro apresentou forte queda nos últimos três anos.
A queda da percepção de risco do país pode ajudar o Brasil a atingir "grau de investimento" de agências internacionais de risco como a Standard & Poor's e a Moody's, o que teoricamente aumentaria a quantidade de investimentos externos na economia nacional.
Na terça-feira (19), o indicador rompeu pela primeira vez na história o piso de 200 pontos-básicos, chegando aos 199 pontos. O indicador é usado como um termômetro da confiança dos investidores estrangeiros no país. Depois de passar de 2 mil pontos em 2003, antes da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o risco brasileiro apresentou forte queda nos últimos três anos.
A queda da percepção de risco do país pode ajudar o Brasil a atingir "grau de investimento" de agências internacionais de risco como a Standard & Poor's e a Moody's, o que teoricamente aumentaria a quantidade de investimentos externos na economia nacional.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Taxa de desemprego no Brasil caiu em novembro ao menor nível em dez meses
O índice de desemprego não era tão baixo desde janeiro de 2006(9,2%) e está apenas 1,2 ponto percentual acima do de dezembro de2005 (8,3%), quando Brasil registrou a menor taxa mensal em cincoanos.O desemprego em novembro ficou levemente abaixo da taxa deoutubro (9,8%) assim como da registrada no mesmo mês do ano passado(9,6%), segundo o boletim divulgado hoje pelo IBGE.A taxa vem caindo gradualmente dos 10,7% medidos em julhopassado.Segundo o organismo, 2,2 milhões de pessoas não tinham emprego emnovembro nas seis maiores regiões metropolitanas do país, onde oíndice nacional é medido. O contingente de desempregados no mêspassado foi similar tanto ao de outubro como ao de novembro de 2005.O número de pessoas trabalhando nas mesmas seis cidades chegou a20,7 milhões, igual a outubro e um número 3% superior ao do mesmomês do ano passado. Isso significa que o país gerou cerca de 600 milnovos postos de trabalho entre novembro de 2005 e o mês passado.Entre os desempregados, 54,9% eram mulheres, 46,9% tinham entre25 e 49 anos, 19,6% buscavam emprego pela primeira vez e 25,4% eramresponsáveis pelo sustento de suas famílias.Entre as pessoas trabalhando, 55,8% eram homens, 62,9% tinhamentre 25 e 49 anos, e 52,5% tinham 11 ou mais anos de estudo.Quanto à renda dos trabalhadores, o estudo do IBGE revelou que orendimento médio em novembro foi de R$ 1.056,60, um valor 0,6%superior ao de outubro e 5,7% maior que no mesmo mês do ano passado.O índice oficial de desemprego do IBGE mede o número de pessoasque procuram emprego nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, BeloHorizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador, por isso não inclui asque estão ocupadas no setor informal, que representam quase a metadedo mercado de trabalho brasileiro.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Brasil melhora na alfabetização, mas ensino é ruim--relatório
O número de jovens alfabetizados aumenta progressivamente no Brasil, mas a qualidade da educação continua entre as piores do mundo, mostrou um estudo divulgado na quinta-feira.
O Relatório de Desenvolvimento Juvenil 2006, elaborado pela Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), indicou que, numa população de 35,5 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, somente 3,4 por cento são analfabetos.
O estudo da OEI, feito com dados oficiais até 2003, afirmou que a população de jovens analfabetos caiu em comparação aos 4,2 por cento registrados em 2001. Em 1993, a taxa de analfabetismo entre os jovens brasileiros era de 8,2 por cento.
"Observaram-se progressos. É alentador. Há menos jovens analfabetos, mas os 3,4 por cento indicam que mais de um milhão de jovens vivem à margem das condições mínimas de acesso à cultura letrada", disse à Reuters o consultor da OEI e autor do trabalho, Julio Jacobo Waiselfisz.
O analfabetismo vem caindo no país graças à universalização do ensino fundamental nos últimos anos.
Os 1,137 milhão de jovens brasileiros analfabetos são, em sua grande maioria, pobres e negros, e cerca de 71 por cento deles vive na região Nordeste.
Com 187 milhões de habitantes, o Brasil tem a segunda maior população negra do mundo, atrás somente da Nigéria.
Waiselfisz observou que apenas dois Estados concentram um terço dos jovens analfabetos do Brasil: Bahia e Pernambuco.
Ele indicou, no entanto, que o Estado em pior situação em termos proporcionais quanto a educação de seus jovens é Alagoas, onde 15,4 por cento da população juvenil é analfabeta.
O estudo, cuja finalidade é contribuir para a formulação de políticas públicas eficazes, apontou que Alagoas não acompanhou as conquistas obtidas pelo resto do país.
EDUCAÇÃO BRASILEIRA ENTRE AS PIORES
O estudo da OEI apontou que, no Brasil, cerca de 97 por cento das crianças entre 7 e 14 anos vão à escola. Mas a situação educacional da população juvenil não é boa.
Cerca de 49 por cento dos jovens entre 15 e 24 anos estudam, mas quase 17 por cento deles estão no ensino fundamental. "(Eles) têm uma escolaridade defasada. Vão à escola, mas estão numa fase que não corresponde a eles", ressaltou Waiselfisz.
A qualidade da educação do Brasil está entre as três piores do globo, ao lado da Indonésia e da Tunísia, segundo um estudo feito entre 41 países em 2003 e citado pela pesquisa da OEI.
"Boa parte dos avanços quantitativos experimentados nos últimos anos está sendo comprometida pelos gargalos qualitativos do sistema educacional brasileiro", afirmou o estudo.
O Relatório de Desenvolvimento Juvenil 2006, elaborado pela Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), indicou que, numa população de 35,5 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, somente 3,4 por cento são analfabetos.
O estudo da OEI, feito com dados oficiais até 2003, afirmou que a população de jovens analfabetos caiu em comparação aos 4,2 por cento registrados em 2001. Em 1993, a taxa de analfabetismo entre os jovens brasileiros era de 8,2 por cento.
"Observaram-se progressos. É alentador. Há menos jovens analfabetos, mas os 3,4 por cento indicam que mais de um milhão de jovens vivem à margem das condições mínimas de acesso à cultura letrada", disse à Reuters o consultor da OEI e autor do trabalho, Julio Jacobo Waiselfisz.
O analfabetismo vem caindo no país graças à universalização do ensino fundamental nos últimos anos.
Os 1,137 milhão de jovens brasileiros analfabetos são, em sua grande maioria, pobres e negros, e cerca de 71 por cento deles vive na região Nordeste.
Com 187 milhões de habitantes, o Brasil tem a segunda maior população negra do mundo, atrás somente da Nigéria.
Waiselfisz observou que apenas dois Estados concentram um terço dos jovens analfabetos do Brasil: Bahia e Pernambuco.
Ele indicou, no entanto, que o Estado em pior situação em termos proporcionais quanto a educação de seus jovens é Alagoas, onde 15,4 por cento da população juvenil é analfabeta.
O estudo, cuja finalidade é contribuir para a formulação de políticas públicas eficazes, apontou que Alagoas não acompanhou as conquistas obtidas pelo resto do país.
EDUCAÇÃO BRASILEIRA ENTRE AS PIORES
O estudo da OEI apontou que, no Brasil, cerca de 97 por cento das crianças entre 7 e 14 anos vão à escola. Mas a situação educacional da população juvenil não é boa.
Cerca de 49 por cento dos jovens entre 15 e 24 anos estudam, mas quase 17 por cento deles estão no ensino fundamental. "(Eles) têm uma escolaridade defasada. Vão à escola, mas estão numa fase que não corresponde a eles", ressaltou Waiselfisz.
A qualidade da educação do Brasil está entre as três piores do globo, ao lado da Indonésia e da Tunísia, segundo um estudo feito entre 41 países em 2003 e citado pela pesquisa da OEI.
"Boa parte dos avanços quantitativos experimentados nos últimos anos está sendo comprometida pelos gargalos qualitativos do sistema educacional brasileiro", afirmou o estudo.
Governo define mínimo de R$ 380 e correção de 4,5% para tabela do IR
O ministro Luiz Marinho (Trabalho) ganhou o embate com Guido Mantega (Fazenda) e garantiu que o reajuste do salário mínimo irá subir dos atuais R$ 350 para R$ 380 a partir de abril de 2007. A tabela do Imposto de Renda será corrigida em 4,5%.O acordo ficou abaixo do inicialmente reivindicado pelas centrais sindicais, que seria um mínimo de R$ 420 e a correção da tabela em 7,7%. Por outro lado, ficou acima do defendido por Mantega, que queria um aumento para R$ 367 e a tabela corrigida em 3%.Até o meio da tarde ele defendia sua proposta, que leva em conta o PIB (Produto Interno Bruto) per capital mais a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e chegou a dizer que o acordo fechado na madrugada desta quarta-feira com as centrais não era uma posição do governo."É uma decisão do presidente Lula. Tem a chancela dele", disse Marinho no início da noite.O aval foi dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião no Palácio do Planalto com os ministros Marinho e Nelson Machado (Previdência) e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Mantega se encontrava no Senado Federal em um audiência com senadores.Há mais de um mês Mantega vem trabalhando junto com a equipe econômica para fechar um pacote de medidas fiscais e tributárias para alavancar o crescimento da economia. Isso será feito por meio de desonerações dos investimentos. Quanto maior o volume de gastos públicos, menor espaço para renúncias fiscais.Marinho preferiu não avaliar o aumento do mínimo para R$ 380 como uma derrota do ministro da Fazenda."O que vocês precisam compreender é que conduzimos um processo de negociação e que chegou a esse resultado", disse Marinho.
Acordo
O acordo fechado nesta quarta-feira terá validade para os reajustes até 2010. Em 2011, governo e centrais voltam a discutir uma política de longo prazo."Este acordo, para nós, representa, acima de tudo, uma previsibilidade para as contas públicas porque não vale só para 2007, mas estabelece uma política de longo prazo sustentável", disse Marinho.O ministro afirmou que o reajuste será dado a partir de agora com base no PIB nominal do ano anterior a sua vigência mais a inflação e, a cada ano, o reajuste será antecipado em um mês. Dessa forma, em 2010, ele começará a valer a partir de janeiro.Atualmente, é levado em conta o PIB per capita mais a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).Sobre a correção da tabela do IR, o ministro informou que ela será de 4,5% a cada ano, até 2010.O relator-geral do Orçamento, Valdir Raupp (PMDB-RO), irá definir como irá colocar esse acordo dentro de sua previsão de gastos e receitas para o próximo ano. Ele estava trabalhando com um reajuste do mínimo para R$ 375 e a correção da tabela em 3%.Cada R$ 1 de aumento no mínimo tem um impacto entre R$ 190 milhões e R$ 200 milhões nas contas do governo. Já os 3% da tabela equivalem a R$ 420 milhões no ano.De acordo com Raupp, para atender o acordo, o Orçamento de 2007 precisará passar por um ajuste de cerca de R$ 1,1 bilhão --R$ 900 milhões da diferença entre os R$ 375 e R$ 380 e R$ 200 milhões do IR.
Acordo
O acordo fechado nesta quarta-feira terá validade para os reajustes até 2010. Em 2011, governo e centrais voltam a discutir uma política de longo prazo."Este acordo, para nós, representa, acima de tudo, uma previsibilidade para as contas públicas porque não vale só para 2007, mas estabelece uma política de longo prazo sustentável", disse Marinho.O ministro afirmou que o reajuste será dado a partir de agora com base no PIB nominal do ano anterior a sua vigência mais a inflação e, a cada ano, o reajuste será antecipado em um mês. Dessa forma, em 2010, ele começará a valer a partir de janeiro.Atualmente, é levado em conta o PIB per capita mais a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).Sobre a correção da tabela do IR, o ministro informou que ela será de 4,5% a cada ano, até 2010.O relator-geral do Orçamento, Valdir Raupp (PMDB-RO), irá definir como irá colocar esse acordo dentro de sua previsão de gastos e receitas para o próximo ano. Ele estava trabalhando com um reajuste do mínimo para R$ 375 e a correção da tabela em 3%.Cada R$ 1 de aumento no mínimo tem um impacto entre R$ 190 milhões e R$ 200 milhões nas contas do governo. Já os 3% da tabela equivalem a R$ 420 milhões no ano.De acordo com Raupp, para atender o acordo, o Orçamento de 2007 precisará passar por um ajuste de cerca de R$ 1,1 bilhão --R$ 900 milhões da diferença entre os R$ 375 e R$ 380 e R$ 200 milhões do IR.
Um novo blog para os Brasileiros
Esse blog é para todos que gostam do Brasil em todos os países do mundo. Agora é hora de conhecer a realidade Brasileira e do Mercosul.
As informações serão só em português.
As informações serão só em português.
The beggining of a powerfull blog
This blog is for all persons whom like Brazil in some countries in the world. So it's hour to come to the reality of Brasil and Mercosul.
Assinar:
Comentários (Atom)